A presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, acusou a oposição de estar tentando aproveitar a onda de protestos no país para tentar derrubar o governo.
Durante a madrugada, uma multidão que apóia o ex-presidente Joseph Estrada tentou invadir o palácio presidencial em Manila, a capital do país.
As forças de segurança filipinas conseguiram deter a multidão dando tiros para o ar e usando canhões d'água e bombas de gás lacrimogêneo. Mas pelo menos dois policiais e um manifestante morreram no conflito.
Os manifestantes exigem que Arroyo renuncie e que Estrada seja libertado imediatamente. O ex-presidente, deposto no início do ano, foi preso na semana passada sob acusação de envolvimento em casos de corrupção.
Calma
Estrada pediu calma à população, mas defendeu a ação dos seus simpatizantes. Segundo o ex-presidente, eles estão apenas defendendo a Constituição do país.
Mas a presidente Gloria Arroyo afirma que os "atos de vandalismo, assaltos, agressões e mortes são obra de políticos". No entanto, ela não deu os nomes das pessoas que considera responsáveis pela manifestações.
"Eles estão planejando a derrubada deste governo legítimo para poder colocar no poder a sua própria junta de governo," disse ela.
Os protestos começaram há uma semana, logo depois da prisão do ex-presidente.
O tribunal que cuida do processo contra Estrada adiou a apresentação do ex-presidente à corte para o dia 27 de junho.
Ele deveria se apresentar ao tribunal nesta quinta-feira para responder a acusações que incluem corrupção.
O tempo adicional permitirá que os advogados do ex-presidente preparem a defesa de Estrada.
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