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21 de abril, 2001 - Publicado às 16h40 GMT

Polícia canadense preparada para protestos na Cúpula das Américas
Policiais construíram cerca de isolamento
Policiais construíram cerca de isolamento

Américo Martins, enviado especial a Quebec

A polícia canadense montou a maior operação de segurança da história do país para evitar que os manifestantes anti-capitalismo consigam tumultuar a Cúpula das Américas, na cidade de Quebec, neste fim-de-semana.

Mais de seis mil homens de quatro forças policiais diferentes foram mobilizados para participar das operações, que começaram a ser planejadas há um ano.

Para isolar a área das reuniões, os policiais construíram uma cerca de aço e concreto de três metros de altura ao redor da parte histórica da cidade.

Ela corre paralela a uma enorme muralha, construída no século 18 pelos franceses que colonizaram o Quebec, e foi fechada à meia-noite de quinta-feira.

"Muro de Berlim"

As reuniões da Cúpula das Américas acontecem dentro da região cercada – e os policiais esperam manter os manifestantes do lado de fora.

As pessoas só têm acesso ao local de ônibus, e se apresentarem um passe especial.

Membros das entidades que estão organizando a Segunda Conferência dos Povos das Américas – uma reunião paralela à Cúpula das Américas e que tem como principal objetivo tentar impedir a implementação da Área de Livre Comércio das Américas (a Alca) - amarraram balões coloridos na cerca.

Eles também deixaram mensagens bem-humoradas na grade e estão pichando a sua base de concreto.

"Bem vindo ao Muro de Berlim", "Desarmem os mercados" e "Viva Cuba" (país excluído da Cúpula das Américas) são algumas das mensagens escritas.

Mas a polícia canadense afirma que a construção da cerca era necessária para garantir a segurança dos 34 chefes de estado do continente que estão presentes à Cúpula das Américas.

"Nós estudamos o que aconteceu durante as manifestações realizadas em outras reuniões de cúpula para saber o que deu certo e o que deu errado e tomamos todas as medidas para evitar que as cenas de violência se repitam aqui em Quebec," afirmou à BBC Julie Brongel, oficial da Polícia Montada do Canadá.

Segundo Brongel, a polícia tambem deu conselhos aos proprietários de lojas e prédios para proteger o seu patrimônio.

Como resultado, boa parte das lojas que ficam próximas da área cercada cobriu as vitrines com placas de madeira.

Marcha

A maior manifestação organizada contra a cúpula é uma marcha marcada para sábado e que promete ser pacífica, segundo Renato Martins, um dos coordenadores da Segunda Conferência dos Povos das Américas.

"Nós temos o direito de nos manifestar de forma pacífica, para mostrar que somos contra a Alca," disse ele.

Segundo os organizadores, o protesto deve reunir cerca de 25 mil pessoas.

Mas a polícia teme que grupos radicais se aproveitem da marcha para causar tumulto. Julie Brongel garante que os policiais vão prender todos os que cometerem atos de violência.

Uma prisão inteira que fica perto da cidade chegou a ser esvaziada para receber os manifestantes detidos pela polícia.

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