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11 de abril, 2001 - Publicado às 09h42 GMT

China mais flexível em crise com os EUA
Esquadrão do piloto chinês desaparecido
Esquadrão do piloto chinês desaparecido

Os meios de comunicação chineses começaram a noticiar recentes declarações feitas pelo secretário de Estado americano, Colin Powell, em que ele lamenta a colisão, na semana passada, de um avião espião dos Estados Unidos e um caça da China.

Segundo o correspondente da BBC em Pequim, a versão chinesa dos comentários de Powell - feitos há três dias - parece indicar que as palavras dele estão mais próximas de um pedido de desculpas do que na verdade são.

O correspondente comenta que esse fato pode indicar que a China está preparando a opinião pública para anunciar um acordo com os Estados Unidos para liberar a tripulação do avião.

Anteriormente, o presidente chinês, Jiang Zemin, havia manifestado confiança na obtenção de um acordo para acabar com a crise.

Detalhes

O governo dos Estados Unidos revelou mais informações sobre o choque entre o avião espião americano e o caça chinês, há dez dias, que provocou uma crise diplomática entre os dois países.

Segundo funcionários do Pentágono, o caça chinês se aproximou do avião americano várias vezes, antes de se chocar contra ele. O governo chinês afirma ter provas de que os americanos provocaram a colisão.

Nesta terça-feira, diplomatas americanos voltaram a se reunir com os 24 tripulantes do avião espião, que foi obrigado a pousar na ilha de Hainan, no sul da China, depois da colisão. Os tripulantes permanecem detidos pelo governo chinês.

Em Washington, o presidente americano George W. Bush afirmou que está sendo feito o possível para resolver a situação e voltou a dizer que é interesse da China que se chegue a uma solução o quanto antes. Pequim insiste que os EUA peçam desculpas oficialmente e assumam a responsabilidade pelo acidente.

"Inaceitável"

O ministro do Exterior chinês, Zhu Bangzao, disse que os comunicados americanos sobre o incidente foram "inaceitáveis", e que o povo chinês continua "insatisfeito".

Os EUA também demonstram endurecimento em relação ao assunto, e uma pesquisa de opinião do jornal USA Today, CNN e Gallup mostraram que 55% dos americanos acham que os tripulantes são reféns, e o mesmo número acha que os Estados Unidos não deviam pedir desculpas.

Cerca de 70% dos americanos acreditam que o acidente não foi culpa dos Estados Unidos.

Os tripulantes, por seu lado, "se deram conta de que sua detenção trata-se de uma situação política", disse o adido militar americano na China depois da reunião desta terça-feira.

Bush já advertiu que as relações com a China podem sair estremecidas do episódio se a tripulação não for liberada logo.

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