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06 de abril, 2001 - Publicado às 16h24 GMT

EUA exibem nova política externa, diz especialista
Bush adotou uma nova política externa
Bush adotou uma nova política externa

Rogério Simões

Mais do que um embate diplomático entre dois países, a atual crise nas relações entre Estados Unidos e China exibe uma nova linha adotada por Washington em sua política externa.

É o que diz o professor e especialista em China Moisés Fernandes, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Segundo ele, Pequim é um dos primeiros alvos do novo estilo de diplomacia adotado pela Casa Branca após a eleição do republicano George W. Bush.

"Nós temos nesse momento uma nova administração em Washington, republicana, que está fazendo uma reavaliação da política externa", disse Fernandes, em entrevista à BBC.

"Trata-se de uma reavaliação em relação à China, à África, à Ásia, ao Oriente Médio, enfim, uma revisão total."

Fim da era Clinton

Para o professor da Universidade de Lisboa, a China já percebe que a política de aproximação adotada pelo então presidente Bill Clinton corre o risco de ser totalmente abandonada.

"Pequim teme que o Partido Republicano e a nova administração em Washington tomem posições menos flexíveis do que as de Clinton."

A mudança de conduta na política externa americana não se reduz apenas ao choque entre aviões dos Estados Unidos e da China nem se restringe apenas à China.

Pequim mostrou irritação ao saber que Washington planeja vender armamentos avançados para Taiwan. Já os Estados Unidos protestaram contra a prisão de acadêmicos americanos de origem chinesa.

A Rússia também tem sido alvo de uma política mais dura de Washington. Os EUA expulsaram diplomatas russos acusados de espionagem, receberam uma liderança dos separatistas chechenos e estão reavaliando a ajuda dada à Rússia para o desmantelamento de seu arsenal nuclear.

Mas, diferentemente do caso da Rússia, segundo o professor Moisés Fernandes, os Estados Unidos ainda devem manter um grande interesse na China devido à sua importância econômica.

"Os Estados Unidos não querem hostilizar totalmente o regime de Pequim. Querem progressos em alguns pontos, como na relação da China com Taiwan, que sempre recebeu um apoio forte do Partido Republicano."


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