Tomar aspirina para evitar problemas cardíacos pode ser prejudicial para pessoas com pouco risco de desenvolver problemas no coração. A conclusão é de estudo de pesquisadores do hospital Royal Hallamshire, em Sheffield, na Inglaterra.
Segundo a pesquisa, baseada na análise de 48 mil pacientes, a aspirina reduz o risco de enfarte em cerca de 30%.
Mas o medicamento também aumenta em 70% as complicações decorrentes de hemorragias, concluíram os cientistas.
Com base nos resultados, os pesquisadores afirmam que é importante que os médicos avaliem o risco de ataque cardíaco em seus pacientes antes de receitar a aspirina como medida preventiva.
Risco calculado
Se o risco de ataque cardíaco for moderadamente alto -- 15% em dez anos -- uma dose diária de 75 mg de aspirina é bem-vinda, acreditam os pesquiadores.
No caso, com exceção de pacientes com úlcera e pressão alta sem tratamento, a chance de previnir ataques cardíacos compensa com folga o risco de hemorragia.
Os pesquisadores também acreditam que a aspirina vale a pena em casos de risco moderado de ataque cardíaco - algo entre 5% e 15% em dez anos. Neste grupo, as chances de prevenção de ataques no coração empatam com os efeitos colaterais da aspirina.
Os cientistas não recomendam, porém, a aspirina para pessoas com risco de desenvolver problemas no coração inferior a 5%.
Os pesquisadores alertam que muita gente, por desconhecer a probabilidade de desenvolver doenças cardíacas, recorre à aspirina sem consultar especialistas.
Por isso, os responsáveis pelo estudo recomendam às pessoas preocupadas com o coração que procurem um especialista para avaliação do riscos. Para o cálculo, os médicos levam em conta vários fatores, como fumo, nível de colesterol e histórico familiar.
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