Pesquisadores advertem que analgésicos podem aumentar o risco de aborto espontâneo.
Um estudo feito na Dinamarca mostra que o risco aumenta conforme o avanço da gravidez. Segundo o estudo, a maioria dos abortos espontâneos ocorre entre 7 e 12 semanas depois da prescrição de analgésicos que não são feitos à base de esteróides - a aspirina, ibuprofen, quetoprofen e naproxen.
Esse tipo de analgésico é usado para dores musculares e febre e pode irritar o revestimento do estômago, provocando ulceração que pode levar a sangramento e infecções.
Mas um porta-voz do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists da Grã-Bretanha destacou que o estudo não mostra que esses medicamentos causam o aborto, mas podem contribuir para sua ocorrência. Até que sejam feitos mais estudos, os cientistas recomendam às mulheres grávidas que optem por alternativas como o paracetamol.
Mais estudos
Pesquisadores do Hospital John Radcliffe, em Oxford, disseram no ano passado que analgésicos que não têm como base esteróides podem estar relacionados à morte de aproximadamente 2.000 pessoas por ano na Grã-Bretanha.
A equipe dinamarquesa que realizou o estudo sobre o impacto desses medicamentos na gravides afirma que são necessários mais estudos para comprovar essa ligação.
Segundo os cientistas, há possibilidade de que as mulheres que participaram da pesquisa já apresentassem algum problema de saúde que acabaria levando ao aborto espontâneo.
A pesquisa foi feita ainda levando em conta os remédios prescritos na Dimanarca, que contém dosagens altas do princípio ativo - entre 400 mg e 600 mg de ibuprofen.
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