A extensão da tragédia no oeste da Índia, provocada pelo terremoto desta sexta-feira, está ficando cada vez mais clara para as autoridades locais.
Durante todo o sábado, o número estimado de vítimas não parou de aumentar. Agora, as autoridades acreditam que o número de mortes pode chegar a 15 mil.
Segundo o correspondente da BBC, o centro velho da cidade de Bhuj, perto do epicentro do terremoto, parece agora uma cidade fantasma. 60 mil pessoas costumavam viver na área.
Do total de mortos, estima-se que só no centro velho de Bhuj, 5 mil pessoas tenham perdido a vida.
Tragédia
O terremoto atingiu 7,9 graus na escala Richter, que vai até nove, e foi o mais forte registrado na Índia desde 1950.
O estado de Gujarat, na Índia, perto da fronteira com o Paquistão e do mar foi o mais afetado. Trata-se de uma região industrializada, com muitos prédios.
 Em Ahmedabad, prédios altos sofreram estragos | O tremor foi sentido também na capital, Nova Delhi, e até em regiões distantes, como o Nepal.
O número de feridos até agora é estimado em 33 mil, enquanto outras centenas de milhares de pessoas estão sem ter onde morar.
Equipes de resgate continuam trabalhando incessantemente na busca por sobreviventes, mas as esperanças diminuem com o passar do tempo.
Um oficial do exército em Bhuj expressou sua tristeza: "nós estamos basicamente recolhendo os cadáveres". O único hospital da cidade que está funcionando está superlotado, e médicos estão tendo que atender feridos nas calçadas.
Ajuda
Em Anjar, 350 crianças e 50 professores estão desaparecidos. Eles estavam participando de um desfile de rua, em homenagem ao Dia da República. Os prédios ao redor da rua onde eles caminhavam desmoronaram.
As Forças Armadas lançaram uma operação especial, em que foram mobilizados 5 mil homens, helicópteros e navios.
Neste sábado, a União Européia prometeu US$ 3 milhões em ajuda de emergência, além do envio de peritos para a região do terremoto, para que seja feito um levantamento sobre as carências da população atingida.
Até o Paquistão, tradicional rival da Índia, deve enviar barracas, cobertores e remédios.
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