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01 de novembro, 2001 - Publicado às 09h20 GMT

O FMI e o Banco Mundial
John Wolfensohn: ajuda aos pobres
John Wolfensohn: ajuda aos pobres

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial foram instituídos na conferência de Bretton Woods, em 1944, com funções diferentes, embora complementares.

O FMI foi criado para defender o sistema monetário internacional, o que, na prática, significava ajudar governos a superar problemas em suas balanças de pagamento.

O papel do Banco Mundial - seu nome oficial é Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento - seria investir em programas que promovessem a reconstrução do pós-guerra.

À época, eram poucos os países europeus que não precisavam da assistência do Banco Mundial para reerguer-se depois da guerra.

50 anos depois...

Apesar das mudanças ocorridas nas últimas cinco décadas, os dois órgãos continuam tendo as mesmas funções.

O FMI concede empréstimos a países que estejam passando por grandes dificuldades financeiras - caso do México na década de 80 e em 1995 e da Rússia e de países do sudeste asiático no final da década de 90.

O Banco Mundial apóia esses programas financeiros em pontos específicos. Atualmente, isso inclui suporte financeiro para organizações sociais que prestam assistência a populações pobres.

O FMI oferece programas de ajuda a governos com dificuldades financeiras. Porém, supostamente, os governos têm autonomia para conduzir como quiserem os ajustes econômicos previstos no programa.

Empréstimos

O governo assina uma chamada Carta de Intenções que apresenta o plano de recuperação econômica e, em retorno, o Fundo se compromete a liberar empréstimos, em parcelas, á medida em que as metas especificadas na Carta forem sendo atingidas. As metas geralmente incluem redução do déficit orçamentário e da inflação.

Atualmente, porém, há outros componentes nos programas do FMI que se tornaram mais importantes. No sudeste asiático, por exemplo, o FMI exigiu a reforma do sistema bancário na Tailândia e na Indonésia.

O Banco Mundial também tem se voltado mais para estratégias de longo prazo em detrimento de esquemas tradicionais de desenvolvimento como construção de estradas e outras obras de infraestrutura.

Críticas

As duas instituições são criticadas por seus critérios e formas de funcionamento. O Fundo é acusado de usar uma receita única para todos os países e o Banco de não dar a devida atenção a problemas humanos e ambientais em seus projetos.


James Wolfenshon (à esq.), do Banco Mundial, e Michel Camdessus, do FMI

Tanto o Fundo quanto o Banco Mundial negam as acusações mas ambos estão operando reformas internas para tentar atender as críticas.

Dos dois, é o FMI que ocupa a posição mais forte, uma vez que é sempre chamado por seus associados, as grandes nações industrializadas, a resolver as constantes crises internacionais.

O papel do Banco Mundial de canalizar investimentos para países emergentes parece cada vez mais vulnerável devido ao maciço fluxo de capital do setor privado.

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