Cientistas da Grã-Bretanha tiveram sucesso nos testes com a primeira mão verdadeiramente biônica, pequena o suficiente para ser usada por crianças.
Os testes foram realizados no hospital da cidade de Nottingham, no interior da Inglaterra.
Foram necessários 20 anos para que os cientistas britânicos pudessem desenvolver a prótese, que foi testada em crianças que só têm parte da mão.
O principal problema enfrentado pelos cientistas foi fazer caber dentro da mão biônica todos os minimotores e baterias necessárias para fazê-la funcionar devidamente.
Inédito
O doutor David Gow, pioneiro nas pesquisas no setor nas décadas de 70 e 80, ficou empolgado com o avanço. "Não há nada parecido com essa mão em todo o mundo", disse o especialista.
No entanto, ele salientou a necessidade de que a mão biônica ser usada pelos pacientes desde a mais tenra idade, para que eles se acostumem com seu funcionamento.
 A mão realiza tarefas complexas | "Se a mão não é adaptada para uso do paciente desde a infância, eles vão ter mais dificuldade em aprender a operá-la com eficiência e talvez não possam tirar o máximo de proveito dela", disse o doutor Gow.
Uma das crianças que receberam a mão biônica, Jeremy, disse que o avanço é fantástico.
"Ela me ajuda a fazer um monte de coisas - agora eu posso abrir uma porta, segurar um livro, virar as páginas, e segurar um saquinho de salgadinhos", explicou Jeremy.
A mãe da Criança, Margareth, destacou a diferença que a nova prótese faz na vida do filho. "Agora ele tem duas mãos, e isso é maravilhoso para ele e para todos nós. Eu estou muito feliz de ter participado dos testes clínicos com a mão biônica".
Altíssima tecnologia
Os dois minimotores que operam a mão estão inteiramente contidos no indicador e no dedão da prótese, o que permite que ela seja implantada em pacientes que só tem metade da mão.
A prótese é operada pelo usuário com os seus próprios sinais nervosos. O cérebro envia um sinal ordenando um movimento ao antebraço, e eletrodos na mão biônica captam essa ordem, que é repassada para os minimotores.
Os cientistas dizem que o próximo passo agora é criar próteses maiores, que podem ser usadas por pacientes adultos.
Até agora, cinco crianças, com idades entre os dois e 11 anos, receberam a mão biônica em Nottingham.
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