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24 de junho, 2003 - Publicado às 12h00 GMT
Imposto na cintura



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Os gordos nova-iorquinos vão continuar engordando pelo mesmo preço.

A proposta de lei criando impostos que afetariam os gordos morreu esta semana na assémbleia estadual.

O deputado Felix Ortiz foi ridicularizado quando apresentou o projeto, mas vai trazê-lo de volta ano que vem ou até quando surja uma idéia melhor para combater a obesidade.

O Estado de Nova York não esté sozinho.

Sessenta por cento dos americanos estão acima do peso, e um terço da população é obesa, afirma Greg Critser, autor de País Gordo: Como os Americanos se Tornaram o Povo Mais Gordo do Mundo.

Greg Critser concorda com o imposto do deputado Ortiz, mas também não tem certeza se resolveria o problema.

Pela proposta do deputado, um imposto de 1% seria aplicado nas companhias que vendem alimentos e refrigerantes que engordam ou não têm valor nutritivo.

O imposto seria também aplicado nos comerciais promovendo fast food e em video games. Foi aí que a proposta nova-iorquina atolou.

É muito difícil definir alimentos com e sem valor nutritivo e misturar video games com gordura. Além disto, nada impediria o fabricante de repassar o imposto para o consumidor.

Outro perigo seria alienar ou irritar o vasto eleitorado cintura larga, mas a idéia não é nova.

Dezoito Estados americanos já recolhem mais de US$ 1 bilhão por ano em impostos sobre refrigerantes, doces, chicletes e certas guloseimas.

O professor John Banzhaf, da Universidade George Washington, acha o imposto uma excelente idéia porque a obesidade está deixando o cigarro para trás como principal causa de doenças no país, um prejuízo de mais de US$ 120 bilhões por ano.

E quando o professor Banzhalf fala, muita gente presta atenção.

Há 30 anos, foi ele quem disse que os fabricantes de cigarros poderiam ser processados pelos custos dos Estados com fumantes nos hospitais.

Naquela época, os fumantes e os fabricantes riram dele.

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