| 10 de junho, 2003 - Publicado às 08h35 GMT |
| Hillary e os corações americanos |

|
Quem for ler as confissões de Hillary Clinton esperando revelações íntimas, eróticas ou indiscretas vai cochilar em cima do livro.
Nenhum senador com esperanças de chegar à Presidência escreve sobre vida sexual, nem a própria nem a dos outros.
O livro vale a pena ser lido pelas intimidades políticas do casal mais político dos Estados Unidos. Há também o lado romântico no relacionamento, que serve de contrapondo às traições do marido.
A primeira vez que Hillary viu Bill foi quando estudavam em Yale.
Ele estava falando no meio de uma roda e ela ouviu a frase: além do mais, nos produzimos as maiores melancias do mundo.
"Quem é ele?", Hillary perguntou a uma amiga. "É Bill Clinton, de Arkansas. Ele não para de falar sobre o Estado dele", respondeu a amiga.
No primeiro encontro, Bill mentiu para Hillary.
Os dois estavam saindo de uma aula e ele perguntou a ela para onde estava indo. Hillary respondeu que ia fazer matrícula para o ano seguinte e Bill disse que ele também estava indo para la.
Quando chegaram na frente da mesa, Hillary descobriu que ele já tinha feito a matrícula. Queria apenas um pretexto para acompanhá-la.
O romance dos dois engrenou depressa e no ano seguinte, na região dos Lagos, na Inglaterra, Bill a pediu em casamento e ela disse não. Várias vezes.
Depois que terminaram a faculdade, eles se separaram, mas continuaram o romance a distância e um dia foi visitá-lo em Arkansas. No caminho de volta para o aeroporto, passaram na frente de uma casa modesta, mas charmosa que chamou a atenção de Hillary.
Na viagem seguinte, depois de buscá-la no aeroporto, Bill Blinton foi direto para a casa charmosa. "Agora é nossa", disse ele. Dessa vez, ela disse sim.
São com essas e outras histórias que Hillary planeja conquistar os corações de 53% dos americanos que não confiam nela.
|
 |
|
|
|