Equipes de resgate buscam sobreviventes de enchentes na Madeira

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Equipes de resgate estão procurando vítimas das enchentes de sábado que deixaram pelo menos 42 mortos na Ilha da Madeira, região autônoma de Portugal no Oceano Atlântico.

O governo anunciou três dias de luto nacional depois de uma reunião de emergência convocada para discutir a crise.

A capital Funchal foi tomada por água e lama, assim como outras partes da ilha. Carros ficaram cobertos de detritos, prédios foram danificados e equipes do exército ainda tentam chegar até comunidades que continuam completamente isoladas, depois que estradas foram bloqueadas e pontes, destruídas.

Algumas áreas ficaram sem água, luz e telecomunicações e mais de 250 pessoas estão desabrigadas.

'Folga'

Nas cidades mais afetadas, escolas fecharam e funcionários públicos receberam o dia de folga para que as ruas ficassem livres para que as escavadeiras e equipes de resgate pudessem trabalhar.

Um necrotério temporário foi montado no aeroporto internacional, que reabriu para voos internacionais no domingo.

Mais de 120 pessoas ficaram feridas no temporal de sábado, que, segundo meteorologistas, excedeu a média de chuva mensal na ilha.

Auxílio de emergência

O primeiro-ministro português, José Sócrates, visitou Madeira no domingo e disse estar "profundamente chocado" com a gravidade das enchentes.

Portugal pediu fundos de emergência da União Europeia e a Espanha ofereceu ajuda.

Empresas de construção da ilha ofereceram equipamentos às equipes de resgate para a remoção de escombros das ruas.

Grupos ambientais afirmaram que o mau planejamento urbano contribuiu para piorar as consequências do desastre, mas o prefeito de Funchal disse que a acusação é ridícula.

Madeira, que fica a cerca de 900 km de Portugal, é um destino turístico popular entre os europeus.

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