Para executar este conteúdo em Java você precisa estar sintonizado e ter a última versão do Flash player instalada em seu computador.
O ribeirinho Paulo dos Santos sabe que dinheiro não nasce em árvores. Ele escorre delas.
Sua principal fonte de renda é a coleta do óleo de Copaíba cada vez mais valorizado no Brasil e principalmente no exterior por suas propriedades medicinais.
Santos chega a ficar por duas semanas embrenhado na mata recolhendo a resina que depois ele vende por no máximo R$ 8 o litro, bem menos do que o que paga o consumidor final no exterior, onde um frasco de 30 ml custa o equivalente a R$ 17, ou mais de R$ 500 por litro.
Eu procuro as árvores na floresta e faço um furo nelas para o óleo escorrer. Depois é só tapar o furo com um pedaço de madeira que se eu voltar depois de um tempo vai ter mais óleo para recolher, conta o ribeirinho.
O problema é que pagam muito pouco. Pra sobreviver disso a gente precisa de ajuda (financeira) senão a gente tem que cortar árvores pra vender madeira.
A exploração sustentável de florestas – a coleta de óleo de copaíba é um bom exemplo – é exatamente o tipo de atividade que poderia ser incentivada pelos projetos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestas (Redd) que está em discussão na conferência da ONU sobre o Clima em Copenhague.
A ideia é pagar aos moradores das áreas florestais por serviços ambientais. Ou seja, famílias e comunidades recebem dinheiro ao se comprometerem a não destruir florestas e a ajudar a protegê-las de potenciais ameaças.
Todos os projetos deste tipo no mundo ainda estão na fase de experiências (defensores da ideia esperam que a Conferência de Copenhague aprove os mecanismos para desenvolvê-los) e um dos pilotos mais avançados está na reserva floresta Juma, no município de Novo Aripuanã (AM), cerca de 400 quilômetros ao sul de Manaus.
BBC © 2012 A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.
Esta página é melhor visualizada em um navegador atualizado e que permita o uso de linguagens de estilo (CSS). Com seu navegador atual, embora você seja capaz de ver o conteúdo da página, não poderá enxergar todos os recursos que ela apresenta. Sugerimos que você instale um navegados mais atualizado, compatível com a tecnologia.