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A Bolívia completou 200 anos de independência na segunda-feira, afundada em uma crise política que dividiu o país.
O presidente Evo Morales não participou da parada de Independência em Sucre, a capital oficial do país.
O líder indígena, do povo Aymara, e seus principais assessores preferiram participar de festividades tradicionais no povoado de El Villar, a 200 km de Sucre.
Morales conseguiu a aprovação início do ano de uma nova Constituição, que abriu caminho para que ele concorra a reeleição, transferiu poder das províncias para o governo central e concedeu mais direitos aos índios bolivianos – que constituem a maioria da população pobre do país.
As mudanças acirraram a disputa com a oposição, que acusa Morales de atuar em causa própria e de privilegiar os povos indígenas em detrimento de outros grupos sociais.