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Da Lua em Diante Da Lua para a Terra: os avanços da ciência no nosso dia-a-dia
Hoje em dia, os satélites estão presente em tudo quanto é tipo de situação. A centenas de quilômetros da Terra, satélites dos Estados Unidos fotografaram a movimentação de refugiados em Kosovo durante o bombardeio da OTAN. Várias fotos tiradas por satélites mostram sinais de valas comuns onde podem estar centenas de cadáveres. A OTAN vê aí provas de limpeza étnica praticada pelos sérvios contra a população de origem albanesa da província. Segundo John Pike, da Federação dos Cientistas Americanos, nada escapa ao olho de um satélite. John Pike disse que com as imagens produzidas por esses satelites, você pode contar cabeças e calcular quantas pessoas compõem uma multidão qualquer. A tragédia humana de Kosovo chegou aos observadores militares através de fotos do espaço e à sua casa, através das imagens transmitidas pela televisão por intermédio de satélites de telecomunicações. Satélites que facilitam muito a vida da gente. Não só ao ligar a TV, mas ao tirar o fone do gancho. Os satélites vêm também acompanhando há algum tempo o desmatamento da Amazônia. A fiscalização feita exclusivamente por aviões ficaria muito mais cara para o Brasil.
Esses são alguns dos benefícios trazidos pelos satélites, um dos principais produtos da corrida espacial disputada nos anos 50 e 60. Mas nem tudo o que saiu do programa espacial foi benéfico. O mundo inteiro se assustou quando o presidente Ronald Reagan, em anunciou em meados da década de 80 que levaria as guerras para o espaço com o chamado projeto Star Wars - a iniciativa de defesa estratégica. O presidente sugeriu ao povo americano que seria bom ter a capacidade de interceptar mísseis soviéticos antes que eles atingissem o território dos Estados Unidos e nações aliadas. A idéia era de que esse sistema de defesa orbital fosse construído até o final do século. Ainda não foi. O projeto foi arquivado mas, vez por outra, ele é reapresentado ao Congresso americano. A tentação de transformar o espaço num campo de batalha dificilmente vai desaparecer por completo.
Longe do drama de uma guerra espacial, aqui na Terra mesmo, a gente sente a presença do programa espacial. Dentro da cozinha, a gente já acha indícios. Eles vão da comida desidratada ao teflon, que não foi inventado pelo programa espacial, mas se popularizou com ele. O mesmo aconteceu com o Velcro, que a gente usa na roupa. Ele ainda é muito usado em naves espaciais para impedir que alguns objetos flutuem na ausência de gravidade na cápsula espacial. As pessoas que usam energia solar em casa, também têm perto de si mais um avanço tecnológico que se deve à busca de outros mundos.
Mas muitas das aplicações do espaço são na área da saúde. Quando os primeiros astronautas foram ao espaço, com a cápsula Mercury, os médicos queriam saber como estavam os sinais vitais: batimento cardíaco, pressão. Para isso, foi criado um sistema de telemetria - de envio de sinais à distância. Hoje, esse mesmo sistema é usado em ambulâncias quando o paciente está em estado crítico e a caminho do ambulatório do hospital. Também é usado em um marca-passo. A frequência e as características do marca-passo, implantado no peito do paciente, são modificadas conforme a necessidade sem que haja uma cirurgia. As mudanças são feitas por esse sistema de telemetria. A saúde, prometem os cientistas, vai ser uma das grandes áreas de desenvolvimento no futuro não por causa da construção de espaçonaves em si, mas por causa das pesquisas a serem desenvolvidas no espaço. Os avanços tecnológicos da pesquisa espacial estão aparecendo o tempo todo à nossa volta mesmo que a gente não perceba de imediato. Quem sabe que mundo nós vamos encontrar quando o espaço estiver mais ao alcance do homem, quando as naves espaciais fizerem parte do nosso cotidiano? |
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