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| 24 de abril, 2003 - Publicado às 01h33 GMT |
| Diretor de inteligência militar iraquiano é capturado |
 Saddam e seus filhos lideram o 'baralho' de procurados
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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou a captura de mais quatro membros do regime iraquiano chefiado por Saddam Hussein que estavam na relação de 55 procurados divulgada pelos americanos.
Entre os capturados estaria o número dez da lista, o chefe das Forças Aéreas de Defesa, Muzahim Sa'b Hassan Al-Tikriti.
Os outros dois membros do governo de Saddam que os americanos afirmam estar agora sob sua custódia são o diretor do Serviço de Inteligência militar iraquiano, general Zuhayr Talib Abd Al-Sattar Al-Naqib (número 21 da lista), e o ministro do Comércio, Mohammed Mahdi Al-Salih (número 48).
Com mais estas prisões, subiu para 11 o número de membros procurados do regime de Saddam Hussein capturados até agora.
Espionagem
Segundo o correspondente da BBC em Washington Nick Childs, o importante para os Estados Unidos será ver quão cooperativos esses três novos prisioneiros vão ser com as investigações americanas no Iraque.
Outro detalhe que, segundo Childs, será decisivo, é o quanto as informações que forem dadas pelos novos capturados vai conferir com as reveladas por outros sob custódia.
Muzahim Sa'b Hassan, por ser membro do clã Al-Tikriti, pode ter sido membro do círculo mais próximo de Saddam Hussein. Dessa forma, ele poderia ter informações sobre o paradeiro do líder iraquiano.
Outro capturado, o general Al-Naqib, teria se entregado aos americanos em Bagdá. Como chefe do Serviço de Inteligência Militar, ele poderia saber mais sobre a localização de possíveis instalações militares secretas e possíveis armas de destruição em massa ainda não descobertas no Iraque.
Ele também poderia dar mais detalhes sobre as operações do serviço no exterior e sobre prováveis ligações do regime iraquiano com organizações extremistas.
Um outro funcionário do serviço de inteligência, que não faz parte da lista de procurados americana, também foi capturado.
Salim Said Khalaf Al-Jumayli teria tido, segundo os americanos, acesso a informações específicas sobre as atividades secretas iraquianas nos Estados Unidos. Ele saberia, inclusive, o nome de pessoas que teriam trabalhado como espiões para o Iraque nos Estados Unidos.
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