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Guerra no Iraque
17 de abril, 2003 - Publicado às 10h57 GMT
Europa defende papel central da ONU no Iraque pós-Saddam
Sem comida, iraquianos saqueiam armazéns (AP)
Sem comida, iraquianos saqueiam armazéns (AP)

Líderes europeus reunidos em Atenas decidiram que vão defender um papel central para a ONU na reconstrução do Iraque.

Eles também afirmaram que as forças lideradas pelos Estados Unidos têm a responsabilidade de restaurar a estabilidade e oferecer assistência humanitária, além de proteger a herança cultural e os museus iraquianos.

A decisão européia pode representar dificuldades para os planos americanos de liderar a recontrução do país.

Diplomatas já prevêem que o governo dos Estados Unidos pode enfrentar uma nova batalha diplomática na ONU para eliminar as sanções comerciais contra o Iraque.

Suspensão do embargo

O presidente George W. Bush havia afirmado que o Iraque deveria ser liberado para vender seus produtos livremente agora que Saddam Hussein foi retirado do poder.

Pelo sistema atual, controlado pela ONU, as imensas reservas de petróleo do país só podem ser vendidas em quantidades limitadas e para comprar comida e remédio.

Nesse cenário, França e Rússia, entre outros países, podem contrariar os planos americanos de recontrução do Iraque, já que têm poder de veto no Conselho de Segurança.

O presidente da França, Jacques Chirac, disse que aprova o fim das sanções, mas afirmou que a ONU deve decidir quando e como.

Mais de uma década

O embaixador americano no Conselho de Segurança, John Negroponte, declarou que a resolução que suspenderia as sanções ao Iraque ainda não foi escrita e que depende de discussões em agências em Washington.

As sansões foram impostas há mais de 12 anos, depois da invasão iraquiana ao Kuait, que terminou com a Guerra do Golfo.

Diplomatas da ONU dizem que pode haver mais batalhas no Conselho de Segurança caso os Estados Unidos tentem aprovar uma suspensão rápida do embargo.

De acordo com esses diplomatas, muitos países ainda devem pedir informações seguras sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque, além de informações sobre quem irá controlar os recursos naturais do país.
 
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