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Guerra no Iraque
28 de março, 2003 - Publicado às 18h01 GMT
Milhares de iranianos protestam contra a guerra no Iraque
Iranianos vão às ruas contra a guerra no Iraque
Iranianos vão às ruas contra a guerra no Iraque

Dezenas de milhares de pessoas participaram de uma passeata nas ruas da capital iraniana, Teerã, em protesto contra a guerra liderada pelos Estados Unidos contra o Iraque.

Alguns manifestantes atiraram pedras contra a embaixada britânica na cidade, quebrando vidraças.

Apesar de ser contra a guerra, a passeata não era em favor do presidente Saddam Hussein. Os manifestantes gritavam "morte a Saddam" da mesma maneira que gritavam "morte aos Estados Unidos".

Nesta sexta-feira também ocorreram protestos contra a guerra em outras cidades em vários países, principalmente no sul da Ásia, depois da orações da manhã dos muçulmanos.

Medo de ser o próximo

De acordo com correspondentes, até agora, o sentimento antiguerra no Irã era silencioso.

Irã e Iraque estiveram em guerra por oito anos nos anos 80. Na época, armas químicas foram utilizadas contra tropas iranianas.

Mas o Irã também foi incluído pelo presidente americano George W. Bush em seu "eixo do mal", junto com o Iraque e a Coréia do Norte.

"Eu tenho medo dos Estados Unidos porque é possível que nós sejamos os próximos depois do Iraque", disse Roya Shasian, de 40 anos, um dos manifestantes em Teerã.

Alguns manifestantes queimaram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel e tentaram incendiar uma imagem de Bush.

Jihad

Enquanto isso, no Iraque, um líder religioso aproveitou as orações de sexta-feira para conclamar todos os muçulmanos e árabes em todo o mundo para integrar uma Jihad - guerra santa - contra o presidente Bush.

Na Índia, cerca de 20 mil muçulmanos protestaram contra a guerra na capital, Nova Délhi, e em outras cidades do país.

Membros do Partido Comunista também fizeram uma passeata.

"Queremos que a coalização liderada pelos Estados Unidos saia imediatamente do Iraque. O governo indiano deveria condenar duramente a guerra e levar o assunto às Nações Unidas", afirmou Swadesh Bhattacharya, membro da executiva do Partido Comunista da Índia.

Barbárie

Milhares de pessoas também foram às ruas na capital de Bangladeshi, Dhaka.

Eles chamaram a guerra de "desumana, estúpida e bárbara" depois de orações especiais pedindo bençãos a Saddam Hussein e ao povo iraquiano.

No Sri Lanka, a polícia atirou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes muçulmanos antes que eles chegassem às embaixadas do Reino Unido e dos Estados Unidos na capital do país, Colombo.

Em Islamabad, no Paquistão, manifestantes soltaram pombas durante um debate sobre uma resolução contra a guerra.

Alguns parlamentares do partido do governo chegaram a sair do debate para se juntar aos protestos.

Outros protestos


Manifestações foram organizadas também em outras partes do mundo.

Na Coréia do Sul, manifestantes se confrontaram com a polícia, enquanto a Assembléia Nacional adiou uma votação sobre o envio de militares não combatentes para o Golfo.

Na Indonésia, milhares de pessoas participaram de uma passeata contra a guerra e o governo indonésio prometeu fazer um lobby para que a ONU condenasse a operação militar.

Na Jordânia, cerca de mil manifestantes se confrontaram com a polícia, que não permitiu que eles chegassem à embaixada israelense.

Religiosos cristãos e muçulmanos foram às ruas do distrito financeiro da capital filipina, Manila.

Na Itália, manifestantes bloquearam a entrada de uma refinaria de petróleo e atacaram uma loja de carros.




 
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