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Atualizado às: 28 de junho, 2006 - 18h20 GMT (15h20 Brasília)
 
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Coluna do Raí: 'Brasil não pode cair na armadilha francesa'
 

 
 
Na partida contra Gana a seleção brasileira mostrou aspectos positivos e negativos. Não que tenha cometido erros graves, mas não correspondeu à expectativa em relação ao que sabemos o que o time pode render.

Os ganeneses entraram em campo com uma tática suicida, tentando marcar o Brasil em seu campo de defesa, adiantando o meio-campo e sua linha de zagueiros.

A estratégia permitiu que jogadores brasileiros ficassem por diversas vezes frente à frente com o goleiro Kingson.

A equipe de Gana pagou o preço pela ingenuidade de tentar marcar em linha jogadores habilidosos e experientes como os do Brasil.

Para sorte deles nosso time errou muitos passes e não aproveitou todas as chances criadas.

A seleção brasileira não esteve bem tecnicamente. Kaká, Ronaldinho Gaúcho deixaram a desejar e isso fez com que os jogadores de ataque e mesmo os laterais, não tenham sido utilizados como poderiam.

Acabamos dando espaço aos atacantes ganenses. Fomos salvos pela sorte e por uma excelente atuação de Dida.

Desta vez Juninho e Gilberto Silva não entraram tão bem como diante do Japão. Dos reservas o que mais me agradou foi o meia Ricardinho.

Apesar da atuação que poderia ter sido melhor, acho que temos tudo para vencer a França.

Creio que o time francês vai entrar no sábado com a mesma tática que usou na vitória sobre a Espanha, com uma defesa plantada e protegida por uma linha de dois volantes e dois alas, para explorar os contra-ataques com a movimentação de Zidane e Henry na frente.

O que o Brasil não pode fazer é repetir o erro da Espanha e partir para a cima caindo na armadilha francesa.

Claro que o Brasil possui jogadores melhores do que a Espanha. O Zidane deve ser bem marcado pelo Emerson e Zé Roberto e Lucio e Juan vão cuidar do Thierry Henry.

O Roberto Carlos não pode descuidar da marcação do ala Ribery. Ele é veloz e habilidoso e pode dar trabalho.

No ataque, o time brasileiro tem que impor um ritmo mais veloz, menos cadenciado.

Nitidamente Ronaldo e Adriano não compõem a melhor formação para o nosso ataque, mas acho que o Parreira deverá insistir com eles ao invés de colocar o Robinho, que na minha opinião aumentaria muito a mobilidade da equipe.

Devemos ter mais atitude ao recuperarmos a bola no meio-de-campo. Sair rapidamente para o ataque, a exemplo do que fez o Lucio no segundo gol contra Gana. Ele fez o desarme no meio do campo e rapidamente partiu para o ataque pegando a defesa desprevenida.

Mas eu acredito sobretudo na experiência dos jogadores que diante de um adversário forte como a França vão saber aumentar o ritmo de jogo.

Não podemos ficar esperando que o gol saia naturalmente, temos que forçar as jogadas de ataque e para isso, volto a dizer, a presença de Robinho é fundamental.

 
 
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