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23 de novembro, 2004 - 16h39 GMT (14h39 Brasília)

Seringas descartáveis poderiam deter a Aids no Brasil?

Os usuários de drogas injetáveis já formam metade dos casos de Aids em algumas regiões do Brasil.

Os dados fazem parte do relatório da Unaids, a agência da Organização das Nações Unidas para a Aids, divulgado nesta semana em Londres.

De acordo com a agência, o papel dos viciados em drogas injetáveis não deveria ser substimado quando se lida com a epidemia de Aids no Brasil.

A vice-diretora-executiva da Unaids, Kathleen Cravero, disse que o Brasil precisa criar um modelo de atendimento a usuários de drogas injetáveis portadores do vírus HIV para não comprometer o modelo de prevenção e tratamento implementado no país.

Muitos países já adotaram programas para distribuir seringas e agulhas entre os usuários de drogas, não com o intuito de estimular o vício, mas sim de prevenir a doença.

No Brasil, que é considerado referência internacional no combate ao vírus HIV, o tema sempre foi polêmico. Seria este o momento para adotar um programa semelhante ou existem outras alternativas?

Neste domingo, um especialista responde às suas dúvidas sobre o assunto.

As explicações serão dadas em entrevista no Panorama BBC, que vai ao ar no domingo, às 13h (hora de Brasília), transmitido pelas emissoras de rádio da rede CBN.

Para enviar a sua pergunta, basta preencher o formulário ao lado. Se você fornecer o número do seu telefone, a produção do Panorama BBC poderá gravar a pergunta, que será feita durante o programa.