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![]() Temas políticos Os tempos auges da Teologia da Libertação e do engajamento político de parte da Igreja Católica no Brasil e na América Latina passaram. O Vaticano reprimiu com rigor a ação e os ensinamentos dos progressistas. Contudo, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), uma estrutura criada naquele época e um dos principais braços militantes da igreja, segue firme no país.
A CPT apóia os sem-terra, organiza atos de protesto, defende os direitos de indígenas e quilombolas e promove campanha contra a transposição do rio São Francisco. Há dois anos, a irmã Dorothy Stang foi assassinada aos 73 anos no Pará, quando atuava pela pastoral na região. Não à toa a Campanha da Fraternidade da Igreja Católica neste ano é sobre a Amazônia e tem como lema "vida e missão neste chão". No lançamento, a CNBB lembrou a irmã assassinada e responsabilizou o Estado pela violência na região. Muitos padres e fiéis acham que a Igreja Católica não deve se envolver em temas políticos. As ações da CPT e de outros progressistas batem também de frente com o conservadorismo que existe na igreja. No entanto, ao mesmo tempo que enquadrou a Teologia da Libertação, que combinava marxismo e cristianismo para pregar a transformação, a Igreja assimilou a crítica social no seu discurso. O papa Bento 16 cobrou recentemente o perdão das dívidas dos países pobres. |
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