As relações entre Argentina e Brasil passaram por altos e baixos no último século e na opinião de muitos analistas os dois países estão mais próximos de seu ponto de equilíbrio e formam hoje uma parceria necessária para ambos.

"Como diz (uma letra de) um tango, a Argentina tem de superar a lembrança de ter sido e a dor de já não ser", afirma o presidente da consultora Abeceb, Dante Sica, que diz que está na hora de a classe politica e a sociedade argentina aceitarem que existe um novo líder na região, que é o Brasil.
Porém, nem todos vêem o Brasil como líder, entre eles o ex-ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna.
"É o país com maior peso do ponto-de-vista econômico e populacional, mas não vejo uma liderança natural. Acho que o Brasil entendeu há muitos anos que ele precisa da Argentina em sua relação com a América Latina", disse o ex-ministro.
Se no início do século passado a Argentina era considerada o país mais importante da América do Sul, atualmente é o Brasil que se destaca.
Um dos sinais da força da economia brasileira é a instalação de dezenas de empresas brasileiras na Argentina nos últimos 12 anos por meio de fusões, aquisições ou instalações próprias. Muitas entraram em setores importantes e simbólicos da economia argentina, como o energético e o de construção civil.