O Brasil e o Peru dividem uma grande fronteira na selva amazônica, mas muitos analistas afirmam que a floresta tem separado os dois países.

Para eles, a falta de vias de conexão, rompendo a 'barreira' da Amazônia, tem dificultado as relações comerciais.
''Eu acredito que as relações têm sido sempre mais para o futuro do que para o presente, porque o potencial sempre foi muito grande, mas as relações comerciais não foram tão grandes por causa das dificuldades de integração fisica. Nós temos um grande oceano verde que nos separa'', diz o diretor do Instituto Peruano de Economia, Fritz Du Bois Freund.
Um dos projetos que têm marcado uma tentativa de romper a falta de conexão é a construção da Interoceânica Sul, ligando o Estado do Acre a várias regiões do sul do Peru. Em fase de construção, a estrada gera grande expectativa de crescimento nas regiões do sul do Peru, muito pobres, e de novos negócios com o vizinho gigante.
É cada vez mais notável a presença de empresas brasileiras no Peru. As construtoras Norberto Odebrecht e Camargo Correa, por exemplo, participam da construção da Interoceânica Sul.
A Companhia Vale do Rio Doce e a Petrobrás também começam a investir no país. Mas para o ministro das Relações Exteriores peruano, José Antonio García Belaunde, o Brasil poderia investir mais. ''Não é possível que o Chile tenha mais investimento no Peru do que o Brasil'', afirma.