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2008 - Nas portas da História
O ano de 2008 tem pelo menos três bons argumentos para pleitear o adjetivo "histórico": o show da pujança chinesa na Olimpíada de Pequim, a crise econômica mundial mais séria desde pelo menos a Segunda Guerra Mundial e a eleição do primeiro negro presidente dos Estados Unidos. No crepúsculo dos anos Bush, não foi a ameaça do terrorismo que mais tirou o sono dos americanos, e sim a crise econômica global. Empresas-símbolo do capitalismo mundial tiveram que se curvar e pedir ajuda, e as bolsas despencaram. Muito além de Wall Street, o mundo inteiro estremeceu e continua sentindo o choque. A China não escapou da crise, mas ainda é menos afetada dos que as maiores economias ocidentais e continua diminuindo a distância que a separa de EUA, Japão e Alemanha. Brasil Só no final do ano o Brasil começa a sentir com mais força o impacto da onda negativa, mas a forma como os males financeiros vão marcar os últimos dois anos de mandato de Luiz Inácio Lula da Silva poderá influenciar a escolha de seu sucessor. No front externo, a diplomacia do Brasil continuou caminhando na direção de uma liderança mais ativa na América do Sul e Latina. Mas a estrada não parece ser sem obstáculos, como mostram os atritos com o Equador e a polêmica em torno de Itaipu com o Paraguai. Iraque Apesar da continuidade dos atentados, o ano termina com alguma esperança no Iraque, com a definição de um cronograma para a saída das tropas americanas e britânicas. Se houve avanços no Iraque, a violência se fez presente no Afeganistão, Paquistão e voltou com força a Índia. No Cáucaso, Rússia e Geórgia se envolveram em uma guerra e ainda há tensão. Relembre esses e outros fatos na nossa retrospectiva. |
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