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Atualizado às: 20 de fevereiro, 2004 - 10h00 GMT (07h00 Brasília)
 
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Parmalat deu dinheiro a políticos no Brasil, afirma jornal italiano
 

 
 
Parmalat
Rombo da empresa teria começado já em 1999
O ex-diretor financeiro da Parmalat Fausto Tonna disse a investigadores italianos que a empresa fez contribuições a partidos políticos brasileiros e pagou suborno a “inspetores fiscais” no país, segundo uma reportagem do jornal italiano Corriere della Sera.

Trechos do depoimento de Tonna, um dos principais envolvidos no escândalo financeiro da companhia, foram publicados pelo jornal nesta sexta-feira – o depoimento foi feito no dia 14 de janeiro.

Ele afirmou ainda que as operações na América do Sul e China foram supervalorizadas e que suspeitava que dirigentes dessas duas regiões fizessem caixa dois (mantivessem contas escondidas).

O ex-executivo também fez acusações contra dirigentes específicos da Parmalat na Itália e na América Latina, afirmando que eles escondiam rombos nas contas da empresa desde 1999.

De acordo com Tonna, já nesse ano, perdas da ordem de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 9 bilhões) estavam sendo acobertadas por alguns executivos.

Ele cita Domenico Barile, na Itália, e Gianni Grisendi, dirigente na América Latina, como responsáveis por parte das fraudes.

Benefícios

Tonna é um dos principais executivos da Parmalat a ter suas declarações publicadas pela imprensa italiana.

Com a investigação em andamento, as declarações não foram nem confirmadas nem rechaçadas pela Justiça do país. Tampouco se sabe o que está dizendo aos investigadores Calisto Tanzi, ex-presidente e fundador da Parmalat.

No caso do Brasil, o jornal não dá mais detalhes sobre as acusações feitas pelo ex-executivo.

Tonna está preso desde o dia 31 de dezembro e era o braço direito de Tanzi na Parmalat.

Depois de preso, ele decidiu colaborar com as investigações. Acredita-se que com isso ele esteja procurando se beneficiar da lei italiana, que prevê redução de penas para colaboradores.

 
 
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