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Suíça bloqueia contas ligadas ao caso Parmalat | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Ministério Público suíço decidiu nesta quarta-feira bloquear diversas contas de quatro italianos supostamente utilizadas para o desvio de fundos da empresa Parmalat. Há um mês, a polícia judiciária suíça, informada pelas autoridades italianas, vinha investigando contas suspeitas de lavagem de dinheiro e de servir de intermediárias no envio dos fundos da Parmalat a outros paraísos fiscais. Ainda há alguns dias, Tanja Kucher, porta-voz da Comissão Federal de Bancos suíça, revelou aos jornais locais as suspeitas de ligações entre a Geslat, sociedade financeira da Parmalat, com o banco Credito Privato Comerciale. Coincidentemente, as duas empresas funcionam na cidade de Lugano, no mesmo edifício, e tinham um mesmo diretor, que se demitiu em outubro, um mês antes de surgirem as primeiras suspeitas sobre a Parmalat. Buraco negro A Geslat tinha ligações diretas com uma sociedade instalada nos Estados Unidos, em Delaware, com o nome de Buconero – ou Buraco Negro –, sob o controle do Citigroup, que através dela investiu 117 milhões de euros na Parmalat. Segundo declarações de Fausto Tonna, diretor financeiro da Parmalat preso na Itália, a filial Bonlat, instalada nas Ilhas Caymã, era administrada da Suíça. Entre uma das operações fictícias do grupo, haveria a transação de um contrato de US$ 620 milhões para o fornecimento de leite em pó a Cuba. Outra pista suíça é a de "obrigações" emitidas pela Parmalat, verdadeiros empréstimos para cobrir os buracos que começavam a aparecer, e vendidas por alguns bancos suíços, que ganharam com isso enormes comissões. Uma importante sociedade de investimento de Zurique, a Vontobel, aconselhava os clientes a investir nas obrigações da Parmalat, que atualmente não têm nenhum valor. |
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