A empresa de material fotográfico Eastman Kodak anunciou o corte de 15 mil empregos em todo o mundo – cerca de 20% de sua mão-de-obra – nos próximos três anos.
A informação foi revelada depois que a empresa sediada nos Estados Unidos anunciou uma queda acentuada dos lucros no último trimestre de 2003.
Segundo a Kodak, com o corte, a empresa vai economizar até US$ 1 bilhão por ano até 2007. A companhia diz que a medida é "conseqüência da realidade do mercado" e deve ajudar a financiar o crescimento futuro da Kodak.
A empresa afirmou ainda que assumirá encargos de US$ 1,3 bilhão a US$ 1,7 bilhão nos próximos três anos para se reposicionar no mercado e acompanhar o desenvolvimento de produtos de tecnologia digital.
A Kodak anunciou na semana passada que vai parar de vender câmeras fotográficas com filme tradicional nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa Ocidental, em uma tentativa de reduzir as linhas de produtos que vendem cada vez menos em favor de produtos digitais cada vez mais populares.
A gigante de equipamentos fotográficos sediada em Nova York afirmou que teve lucros líquidos de US$ 19 milhões no último trimestre de 2003, em comparação aos US$ 113 milhões registrados no mesmo período de 2002.
A empresa afirma, no entanto, que as vendas no período totalizaram US$ 3,78 bilhões, um aumento de 10% em relação ao ano anterior.
A Kodak disse também que vai fazer uma oferta de US$ 35 milhões para comprar ações remanscentes da fabricante japonesa de câmeras digitais Chinon Industries.
A Kodak afirma que a iniciativa vai permitir que a empresa aumente sua capacidade de criar e fabricar novos modelos de câmeras digitais e acessórios.