| 03 de dezembro, 2002 - Publicado às 11h18 GMT |
| Controle de natalidade promove crescimento, diz ONU |
 Uso de contraceptivos ajudaria no desenvolvimento
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Controle de natalidade e educação sexual são fundamentais para combater a pobreza nos países em desenvolvimento, segundo um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) divulgado nesta terça-feira.
O trabalho, conduzido pelo Fundo das Nações Unidas para Populações, sugere que há uma ligação direta entre demografia e crescimento econômico.
De acordo com o estudo, os países que apresentaram taxas decrescentes de natalidade nas últimas décadas ampliaram seu crescimento econômico.
A ONU usa o caso brasileiro como exemplo, dizendo que a queda nas taxas de natalidade do país tem relação com seu crescimento econômico.
Produtividade
Nos cálculos dos especialistas da ONU, a queda constante da natalidade no Brasil seria responsável por um crescimento médio anual de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país desde a década de 70.
Os dados usados pela ONU mostram que o Brasil tem atualmente uma taxa de natalidade de 2,15 filhos por mulher - a taxa de estabilidade populacional é de 2,1 filhos por mulher.
A média da América Latina é de 2,5, segundo o relatório.
A ONU acredita que os países que derrubaram suas taxas de natalidade conseguiram ampliar sua produtividade, a poupança interna e os investimentos produtivos.
Polêmica
A ajuda às mulheres no controle da natalidade e na educação relacionada a questões reprodutivas também é indicada como uma das principais formas de atingir as Metas de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidas pela ONU.
As metas prevêem a queda da fome e da probreza no mundo pela metade até 2015. Prevêem também a queda da mortalidade infantil e do número de pessoas infectadas pela Aids, além do aumento da igualdade entre os sexos e o desenvolvimento sustentável.
Mas há quem discorde do relatório.
Scott Weinberg, porta-voz do Instituto de Pesquisas de População, dos Estados Unidos, afirma que o relatório não passa de propaganda.
Segundo Weinberg, o relatório diz, em resumo, que diminuir a taxa de natalidade em países em desenvolvimento diminui a pobreza.
Mas, para Weinberg, não há base científica para essa conclusão. |
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