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 Você está em: Economia
26 de novembro, 2002 - Publicado às 16h41 GMT
Economia americana surpreende no terceiro trimestre
Confiança do consumidor continua frágil
Confiança do consumidor continua frágil

A economia americana cresceu 4% no terceiro trimestre de julho a setembro com relação ao mesmo trimestre do ano passado.

O resultado divulgado nesta terça-feira foi maior do que o esperado.

"O que a taxa diz é que a economia está crescendo em um ritmo decente", afirmou a consultoria econômica Nafoff à agência AFP.

O crescimento esperado no terceiro trimestre era de 3,1%, de acordo com o Departamento Comercial americano. No segundo trimestre, o crescimento foi 1,3%.

Revisões


As principais razões para o crescimento maior do que o esperado foram:

• As empresas aumentaram seus estoques em US$ 15,5 bilhões no trimestre, em comparação com a estimativa de aumento de US$ 1,9 bilhões.

•As vendas cresceram 3,5%, contra uma estimativa de 3,2%.

• Os gastos do governo aumentaram 3,1%. A estimativa era de um aumento de 1,8%.

A economia americana cresceu 5% no primeiro trimestre, 1,3% no segundo e 4% no terceiro.

PIB


Analistas, no entanto, afirmam que o ritmo do crescimento não é sustentável.

Mas as perspectivas para a economia americana são boas. Principalmente depois da decisão do banco central dos Estados Unidos de reduziro a taxa de juros em meio ponto percentual, para 1,25% - os juros mais baixos em 40 anos.

Baixas taxas de juros são um dos fatores que estão ajudando na recuperação da economia e acelerando o aumento das vendas.

O consumo aumentou 4,1%, mais do que o dobro da taxa de abril a junho.

Analistas da Associação Nacional de Economia e Negócios prevêm que o crescimento para os últimos três meses do ano será de apenas 1,4%, muito abaixo dos 2,7% estimados há dois meses.

A razão é a queda na venda de automóveis em particular e de produtos manufaturados de maneira geral.

Também há temores com relação ao impacto de uma possível guerra contra o Iraque.

Em mais uma tentativa de reativar a economia, o presidente americano, George W. Bush estaria preparando um pacote de redução de impostos para apresentar ao novo congresso de maioria republicana que começa a trabalhar em janeiro.

Riscos


Apesar do resultado do terceiro trimestre mostrar que os Estados Unidos são o país desenvolvido que mais cresce no mundo, no momento, há riscos.

O país tem um déficit comercial de US$400 bilhões com o resto do mundo e a confiança dos consumidores ainda é frágil, às vésperas da temporada de compras de Natal.

Uma pesquisa do New York Times mostra que, pela primeira vez em duas décadas a maioria dos trabalhadores se filiaria a um sindicato para proteger seu emprego e suas condições de trabalho.

Cerca de 70% dos entrevistados acha que está em uma situação pior do que há dois anos e 39% têm medo de que as coisas possam piorar, contra 13% que acham que a vida vai melhorar.

O alto nível de endividamento dos consumidores e das empresas podem tornar-se um problema se as taxas de juros subirem.
 
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