| 15 de junho, 2002 - Publicado às 17h18 GMT |
| Andersen é declarada culpada no caso Enron |
 Júri entende que empresa obstruiu investigações
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O júri de um tribunal do estado americano do Texas considerou a empresa de consultoria Andersen culpada por obstrução da Justiça, ao destruir documentos sobre a falência da Enron, uma das maiores companhias de energia do mundo.
A decisão pode ser o golpe de misericórdia para a Andersen, que antes do caso Enron chegou a ser uma das cinco maiores empresas de consultoria e auditoria do mundo.
A Andersen, que já perdeu vários clientes desde o início do escândalo, terá que pagar uma multa de US$ 500 mil (aproximadamente R$ 1,36 milhão) e agora corre o risco de ser proibida de fazer auditoria nas contas de companhias de capital aberto — com ações negociadas em bolsa de valores.
As audiências do julgamento demoraram quase cinco semanas e os 12 membros do júri passaram dez dias deliberando para chegar ao veredito.
Precedente
O veredito considerou que funcionários da Andersen destruíram ilegalmente documentos e arquivos de computadores relacionados à falência da Enron, então cliente da firma de auditoria.
A empresa alegou que esse era um procedimento de rotina, mas, no entender da Justiça, a destruição de documentos foi uma tentativa de impedir a investigação do governo federal no caso Enron.
O veredito só foi possível após a juíza do tribunal local Melinda Harmon ter decidido que o júri poderia tomar uma posição sobre a empresa como um todo, mesmo que não houvesse consenso quanto aos nomes dos funcionários responsáveis.
A decisão inédita da juíza abriu precedente legal para que outros casos possam ser decididos da mesma maneira. |
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