| 30 de abril, 2002 - Publicado às 19h10 GMT |
| FMI elogia Argentina, mas volta a cobrar ajuste |
 Lê-se 'Ladrões' em pichação no prédio do BC argentino
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O FMI (Fundo Monetário Internacional) elogiou a decisão do novo ministro da Economia argentino, Roberto Lavagna, de manter o dólar flutuante nesta terça-feira, mas voltou a exigir que o país corte gastos públicos.
"A melhor forma de evitar a disparada (do dólar) é não intervir no mercado", afirmou o porta-voz do FMI, Tom Dawson à agência de notícias Reuters.
O Fundo também cobrou uma ação rápida do governo argentino para reativar a economia.
Dados divulgados nesta terça-feira pela Câmara de Comércio do país indicam que cem mil empresas argentinas já fecharam suas portas neste ano.
Tesouro americano
Segundo a agência de notícias Reuters, o governo argentino também teria recebido elogios do secretário do Tesouro americano, Paul O'Neill.
 Governo teme disparada do dólar | Um dos maiores críticos da Argentina, O'Neill teria definido a decisão de manter o câmbio flutuante como um "bom sinal".
A Argentina abandonou o sistema de paridade do peso com o dólar em janeiro, depois de dez anos com as moedas atreladas.
Antes de Lavagna assumir, o presidente Eduardo Duhalde chegou a propor a volta da conversibilidade como uma solução para a crise do país.
Nesta segunda-feira, após dez dias de feriado bancário e cambial no país, o dólar fechou abaixo de três pesos - o Banco Central argentino passa a considerar intervenções no mercado quando o dólar bate 3,15.
O novo ministro já declarou que manterá as mesmas políticas de seus antecessores: controlar o dólar e tentar obter apoio financeiro do FMI.
O país pleiteia bilhões de dólares ao Fundo, que impõe uma série de condições para liberar os empréstimos. Além do ajuste fiscal, a instituição exige que o governo aprove reformas em duas leis que regulamentam falências e investimentos estrangeiros.
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