| 29 de abril, 2002 - Publicado às 19h51 GMT |
| Bancos reabrem na Argentina |
 Argentinos fazem fila após feriado bancário de 10 dias
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Bancos e casas de câmbio na Argentina reabriram suas portas nesta segunda-feira em um clima de relativa calma depois de dez dias de feriado bancário e cambial.
Depois de ter chegado a 3,25 na abertura do mercado, às 16h32 locais (mesmo horário em Brasília), meia hora antes do fechamento, o dólar estava sendo negociado a 2,92 pesos para compra e 3,10 para a venda.
Apesar das filas de prptestos isolados no interior do país, até esse horário, não havia sido registrada uma procura em massa por dólares nem uma corrida aos bancos de argentinos desesperados para sacarem dinheiro de suas contas correntes.
De acordo com os limites estipulados pelo governo, os argentinos não podem comprar mais de US$ 500.
Temores de colapso
Segundo a repórter da BBC Brasil em Buenos Aires, Marcia Carmo, no momento, o maior temor do governo é que os argentinos usem o dinheiro sacado de suas contas para comprar dólares, pressionando a alta da moeda americana.
Quando decretou feriado bancário, no último dia 19 de abril, o governo receava que as retiradas diárias de cerca de US$ 50 milhões poderiam causar o colapso do sistema.
Apesar do corralito - o pacote de restrições aos saques em vigor desde dezembro - um grande número de correntistas conseguiu na Justiça acesso a suas contas.
O novo ministro da Economia, Roberto Lavagna, disse que os limites aos saques não devem ser suspensos antes de junho.
"A economia precisa ser oxigenada", afirmou Lavagna em entrevista ao Clarín.
Lavagna também já deixou claro que não pretende restituir o sistema de paridade do peso com o dólar.
O novo ministro disse ao Clarín que o governo vai intervir no mercado, mas que não haverá uma "taxa de câmbio fixa". "O mercado será livre", afirmou.
Segundo a repórter da BBC Brasil em Buenos Aires, o governo argentino está disposto a injetar até US$ 30 milhões para conter a alta do dólar nesta segunda-feira.
O plano de Lavagna para sanear a economia do país inclui ainda a troca de depósitos bancários por títulos do governo, uma medida extremamente impopular. |
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