| 19 de abril, 2002 - Publicado às 10h34 GMT |
| Andersen não consegue acordo e deve ir a julgamento |
 Processo pode agravar crise na empresa de auditoria
|
A empresa de auditoria Arthur Andersen abandonou de forma brusca negociações com o governo americano e deve ir a julgamento nas próximas semanas.
A Andersen é acusada de obstruir a Justiça ao destruir documentos relacionados à falência da companhia de energia Enron, após a abertura de uma investigação sobre o caso.
Até quinta-feira, a empresa de auditoria estava tentando negociar um acordo com as autoridades americanas para evitar o julgamento, que agravaria a crise na Andersen e representaria um golpe fatal para a companhia.
No entanto, a Andersen não respondeu às propostas do governo americano dentro do prazo definido pelas autoridades e, agora, o Departamento de Justiça deve obrigar a empresa a prestar esclarecimentos à Justiça por volta do dia 6 de maio.
Sem acordo
De acordo com analistas, o rompimento nas negociações ocorreu porque os advogados da Andersen não aceitaram a exigência do governo americano de que a empresa admitisse a culpa pela destruição dos documentos.
Caso a Andersen aceitasse a condição imposta pelas autoridades, a empresa poderia perder a licença para atuar nos Estados Unidos.
"Nós não vamos continuar nas negociações (com o Departamento de Justiça)", disse Rusty Hardin, um dos advogados da Andersen.
A proposta de acordo também previa a suspensão do processo contra a Andersen por três anos. Em troca, a empresa de auditoria se comprometeria a ajudar nas investigações sobre a falência da Enron. |
 |
|
|
|