| 03 de dezembro, 2001 - Publicado às 19h54 GMT |
| Enron pede concordata |
 Empresa tem dívidas de US$ 31,2 bilhões
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A empresa americana do setor de energia Enron pediu concordata ontem a um tribunal de Nova York e deve demitir milhares de pessoas.
É a maior ação de concordata da história dos Estados Unidos.
A Enron, uma das maiores empresas de energia do mundo, tem dívidas de US$ 31,2 bilhões – o equivalente a cerca de R$ 80 bilhões.
A empresa também está processando por quebra de contrato a rival Dynegy Inc., cuja desistência de se fundir com a Enron – em negócio estimado em US$ 9 bilhões – precipitou o colapso da companhia americana.
Troca de acusações
A Dynegy desistiu do negócio alegando ter sido tomada de surpresa pela revelação do tamanho das dívidas da Enron.
A Enron defendeu seu processo de US$ 10 bilhões contra a Dynegy, dizendo que a Dynegy tinha "total conhecimento" da situação financeira da empresa antes do fechamento do acordo de fusão.
Depois de ter dado entrada no pedido de concordata, a Enron fez um anúncio dizendo que estava mantendo "discussões ativas" com bancos para obter dinheiro para continuar operando.
A crise financeira da Enron se tornou aguda há seis semanas quando discrepâncias em suas contas levaram a uma investigação da agência reguladora americana e à queda vertiginosa dos preços de suas ações.
A empresa admitiu que os lucros entre 1997 e 2001 haviam sido US$ 600 milhões menores do que os divulgados inicialmente.
Brasil
A proposta de compra da empresa pela rival Dynegy, feita há seis semanas, deu algum fôlego à companhia.
Na quarta-feira, porém, a Dynegy desistiu do negócio e cada ação da empresa, que há um ano valia US$ 80, despencou para US$ 0,36 no dia seguinte.
A empresa americana entrou no mercado brasileiro em 1994 e já investiu cerca de US$ 4 bilhões no país.
A companhia controla, entre outras empresas, a Elektro – distribuidora de energia responsável pelo abastecimento de 233 municípios no Estado de São Paulo e de cinco no Mato Grosso do Sul.
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