02 de setembro, 2004 - 17h42 GMT (14h42 Brasília)
O juiz no processo de abuso sexual de menores contra Michael Jackson negou reduzir a fiança de US$ 3 milhões imposta ao cantor, citando evidências de que ele poderia ter planejado fugir para o Brasil.
"A transcrição do júri de inquérito traz provas detalhadas de que o acusado tentou fazer com que a família Doe viajasse ao Brasil, e a família declara que isso era feito contra a sua vontade", escreveu o juiz Rodney Melville.
De acordo com os papéis do processo, Michael Jackson teria dito que se encontraria com eles no Brasil.
"Assumindo que sejam verdadeiras essas provas, isso demonstra tanto a seriedade do crime como a forma como o acusado lida com situações difíceis."
'Incentivo financeiro'
Por isso, completou Melville, "nenhuma quantia inferior a US$ 3 milhões daria um incentivo financeiro para que ele volte e compareça às audiências e ao julgamento".
O juiz negou pela segunda vez a redução da fiança, afirmando que o cantor é rico e costuma viajar o mundo.
Michael Jackson, de 45 anos, começará a ser julgado em janeiro e se diz inocente das denúncias de haver abusado de menores.
Ao justificar a sua decisão, o juiz lembrou também que, embora não tenha uma ficha criminal, o artista escapou nos anos 1990 de acusações semelhantes de molestação de menores após fazer um acordo milionário com a família da suposta vítima.
Michael Jackson aguarda o julgamento em liberdade. Quando deseja viajar ao exterior, precisa pedir o passaporte às autoridades e revelar seu destino, devolvendo o documento ao voltar.