Uma estudante sem nenhum glamour se transformou em símbolo feminista na Rússia ao ser inscrita em um concurso de beleza na internet por uma amiga - só de brincadeira.
Alyona Pisklova, que teve o sobrenome trocado, obteve pelo menos 40 mil votos tornando-se a favorita para representar a Rússia no concurso de Miss Universo, em junho.
Ela foi desqualificada porque só tem 15 anos, apesar de ter tido o dobro de votos da segunda colocada.
Os fãs ganhos no concurso decidiram contra-atacar e criaram um website chamado "Digam não às bonecas Barbie".
Sociedade
No site criado para ela, uma mensagem em inglês dá uma pista sobre o sucesso de Alyona: "Ela representa um catalisador que revela os problemas da nossa sociedade".
"A entrada de uma moça comum, real, causou uma enorme onda de apoio", continua a mensagem, que conclui: "Ela submeteu fotos normais, tiradas por não-profissionais, sem maquiagem, com um sorriso e expressões naturais".
A mensagem também afirma que o voto para Alyona foi contra as "beldades artificiais".
Muitos grupos antiglobalização apoiaram a candidatura de Alyona e chegaram a ser acusados de tentar se apropriar do fenômeno.
Também circulou na internet de que Alyona teria recebido convites de partidos políticos e outras organizações após seu sucesso na rede.
Um dos artigos chegou a argumentar que a estudante seria a "resposta para as eleição sem contestação do presidente Vladimir Putin".
Ivan Zassourky, o organizador do concurso de beleza, acha que o concurso criou dois precedentes: "Foi a competição que teve mais votos na internet na Rússia e também o primeiro concurso de misses sem juri".
Ele credita a preferência por Alyona ao voto livre. Os votos foram dados via internet ou via celulares.
Alyona recusou uma oferta dos organizadores para acompanhar a vencedera ao concurso de Miss Universo, no Equador. Ela alegou que tinha exames na escola.
O site do concurso criou a categoria "Vencedora dos Expectadores" para Alyona e colocou uma fotografia dela com o slogan: "Barbies no Pasaran!".