O cantor Mick Jagger, líder dos Rolling Stones, recebeu nesta sexta-feira a condecoração de cavaleiro do Império Britânico das mãos do príncipe Charles.
A cerimônia ocorreu no Palácio de Buckingham, residência oficial da família real britânica, e foi conduzida pelo príncipe Charles, já que a rainha Elizabeth 2ª foi operada do joelho, também nesta sexta-feira.
Jagger, que estava vestindo um terno preto e uma jaqueta de couro, mostrou certo menosprezo pelo título, ao afirmar que não o leva "tão a sério".
Dentro dos Rolling Stones, no entanto, a condecoração criou polêmica. O guitarrista Keith Richards disse que a decisão de Jagger de aceitar o título foi "ridícula".
'Establishment'
"Não quero entrar no palco com alguém que usa uma coroa e uma capa de arminho", afirmou Richards à revista britânica Uncut.
"É ridículo ele aceitar esse símbolo do establishment, quando eles fizeram tudo o que puderam para nos colocar na cadeia", disse o guitarrista.
Em 1967, Richards e Jagger foram presos por envolvimento com drogas, mas a sentença foi revogada em uma apelação pouco depois.
A condecoração de Jagger foi proposta pelo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e já foi adiada várias vezes por causa de compromissos profissionais do cantor.
Na cerimônia, Jagger, de 60 anos, estava acompanhado de seu pai, Joe, e suas filhas Elizabeth, de 19, e Karis, de 32. O cantor se juntou a Elton John e Paul McCartney na galeria dos músicos que detêm o título de "sir".
Os Rolling Stones acabaram de encerrar uma turnê mundial de 14 meses.
Em agosto, a revista americana Blender, especializada em música, elegeu Jagger um dos piores artistas da história da música.
A publicação justificou a escolha pela carreira de Jagger fora dos Rolling Stones.