A Universal, uma das maiores gravadoras do mundo, anunciou uma redução média de 30% nos preços de seus CDs nos Estados Unidos para tentar enfrentar a queda nas vendas.
A gravadora - que tem no catálogo artistas como U2, Eminem e Elton John - diz que quer "revigorar" o mercado depois de uma crise que já dura três anos.
A Universal culpa a cópia ilegal de CDs pela queda de 15% nas vendas entre 2000 e 2002.
A partir de outubro, a Universal vai reduzir o preço recomendado ao varejista da maioria dos seus CDs para US$ 13 (R$ 38) ao invés da faixa de US$ 17 a US$ 19 (de R$ 49 a R$ 55) sugerida hoje.
Só Estados Unidos
Um porta-voz da Universal Internacional disse que não havia planos imediatos de cortes de preços generalizados também em outros países.
"A Universal está todo o tempo examinando sua política de preços país a país e por isso os níveis de preços em outro lugares já são semelhantes aos que serão cobrados nos Estados Unidos", afirmou o porta-voz.
Não só a Universal, mas as gravadoras em geral reclamam que estão perdendo espaço devido à proliferação dos copiadores de CD e das trocas de música através da internet.
Hoje em dias, os clientes também têm a opção de comprarem legalmente as músicas via internet de serviços como o Apple iTunes.
"Crescimento sustentável"
O presidente da Universal Music, Zach Harowitz, está confiante que os novos preços dos CDs vão atrair os clientes de volta.
"Vamos conseguir um crescimento acentuado e sustentado", diz o executivo.
Mas a empresa admite que não discutiu o assunto com varejistas e que não tem como ter certeza de que as lojas vão reduzir os preços como está fazendo a gravadora.
"Ainda não é uma guerra de preços, mas isto poderia acontecer", comentou um corretor de ações em Londres depois que os papéis da gravadora EMI caíram mais de 5% nesta quinta-feira após a Universal ter anunciado suas novas medidas.