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| 22 de janeiro, 2003 - Publicado às 18h48 GMT |
| China exige que museus devolvam antigüidades |
 Chineses dizem que museus romperam pacto da ONU
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A China exigiu a devolução de suas relíquias culturais que estão espalhadas em museus do mundo inteiro - incluindo antigüidades que foram roubadas em períodos de guerra.
Estima-se que cerca de um milhão de peças antigas chinesas estejam espalhadas por mais de 200 museus em 47 países.
Especialistas chineses disseram que estão ofendidos pela recusa de curadores de museus da Europa e Estados Unidos em devolver as peças.
Segundo a agência de notícias chinesas Xinhua, a China afirmou que os museus desrespeitaram um pacto firmado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), de 1970, que pede o retorno de antigüidades e trabalhos de arte aos seus países de origem.
Museus
A determinação da Unesco não se aplica a artefatos ou objetos levados para outros países antes de 1970.
Entre os museus que recusaram a atender o pedido da China estão o Louvre, de Paris, o Metropolitan, de Nova York, e o Prado, de Madri.
 Nigéria também quer a devolução de peças de bronze |
Os museus afirmam que adquirir objetos em épocas passadas não pode ser encarado da mesma forma que o atual comércio ilegal de antigüidades.
A China não está sozinha na exigência da devolução de suas antigüidades. A Grécia já pediu de volta os Mármores de Elgin, que faziam parte do Partenon em Atenas e agora estão no Museu Britânico, em Londres.
A Nigéria, por sua vez, exigiu a devolução de peças de bronze antigas, os chamados Bronze do Benin, que estão em museus de Londres e Berlim, na Alemanha.
Outros países que alegaram perdas culturais relativas a suas antigüidades são Egito, Índia, Síria, Iraque e Líbia.
Direitos
Li Xuequin, diretor do centro de cultura antiga da Academia Chinesa de Ciências Sociais, disse que "a cultura é o espírito de uma nação e as relíquias são fornecedoras dessa cultura".
"Não se trata de ultranacionalismo. Pelo contrário, estamos tentando proteger nossos direitos", afirmou.
Um grupo civil foi formado na China para angariar verbas na tentativa de recuperar as peças.
Wang Shixiang, acadêmico chinês, disse que a China precisa unir forças com outros países que estejam com problemas semelhantes.
"Temos que nos unir a eles para recuperar os artefatos perdidos por meio da lei, sem precisar recorrer ao dinheiro, pois o dinheiro pode estimular o comércio ilegal de relíquias", afirmou. |
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