BBC World Service LogoHOMEPAGE | NEWS | SPORT | WORLD SERVICE
Portuguese Pesquisa na BBC Brasil
 
Primeira Página
Saúde &
Tecnologia
Economia
Cultura
Especial
Fórum
Aprenda inglês
ÁUDIO
Dois minutos pelo mundo
Notícias
Mundo Hoje
De Olho
no Mundo
Programação
Como Sintonizar
SERVIÇOS
Parceiros
Sobre a BBC
Expediente
Página simplificada
Fale com a gente
Empregos
E-manchetes
LÍNGUAS
Espanhol
Português para a África
Árabe
Chinêês
Persa
Hindi
Urdu
BBC News
BBC Sport
BBC Weather
 Você está em: Cultura
Cultura
13 de setembro, 2002 - Publicado às 15h51 GMT
Afegãos voltam aos cinemas após queda do Talebã
Afegãos em frente a um dos muitos cinemas de Cabul
Afegãos em frente a um dos muitos cinemas de Cabul

Graciela Damiano, enviada especial a Cabul

Mais de vinte filmes em um ano! Muitos afegãos que deixam a última sessão de um dos vários cinemas de Cabul se orgulham de dizer que já viram tudo isso.

Os filmes favoritos são os indianos, onde há música, grandes batalhas históricas e aventura.

"Este filme de hoje tem muito a nos ensinar, pois a metade dos maus morreu e a outra metade foi presa", disse Ali Shah, à saída do Park Cinema, um dos muitos no centro de Cabul.

"Eu gosto é de filme americano. Vi Rambo e Soldados Universal, de Jean Claude Van Damme", disse Abdul Hofram, de 20 anos.

Talebã

Ninguém quer ouvir falar do Talebã. A proibição de filmes acabou com a queda do regime. Os afegãos querem se divertir.

Há três sessões diárias. Se o filme atrai muito público, fica duas ou até três semanas em cartaz.

O cinema é da prefeitura, mas o gerente, Ahmad Khaled, é apaixonado por filmes há muito tempo.

"Trabalhei 18 anos com isso e, quando o Talebã proibiu, virei trabalhador braçal. Assim que o Talebã caiu, voltei para o ramo."

Ele diz que há muitas produções afegãs boas e que o povo local sabe apreciar o cinema nacional.

Filmes americanos agradam alguns, mas como ainda não vêm dublados ou com legenda, muita gente não entende e evita assistir.

Mulheres

Mulheres aparecem às vezes, mas sempre acompanhadas do marido. Sentam em camarotes na parte de trás da sala de projeção.

"Mas não são muitas as que aparecem. As mulheres que voltaram do Irã e do Paquistão vêm ao cinema. As mulheres afegãs que não saíram daqui têm vergonha de aparecer", disse o administrador do cinema.

Pergunto a ele se há restrição de idade aos filmes. "Claro, só com mais de 18 anos."

Tendo deparado com adolescentes de 16 que comentavam o filme à porta do cinema, perguntei se ele exigia documento.

"A avaliação é feita da seguinte forma: tem barba e bigode, entra. Senão, volta pra casa sem ver o filme", disse Ahmad Khaled.

Ele garante que reconhece uma barba falsa.

E, estudante ou não, ninguém paga metade. A entrada custa menos de 20 centavos de dólar, o equivalente a cerca de 60 centavos de real.
  [an error occurred while processing this directive]

Notícias relacionadas:
08 de setembro, 2002
  Banco Asiático defende energia solar no Afeganistão
08 de setembro, 2002
  Jornalistas dormem embalados pelo som dos geradores
07 de setembro, 2002
  Queda do Talebã prejudica comerciantes
Links externos:
Afeganistão online (em inglês)
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
BBC World Service Logo ^^Volta ao início da página
Primeira Página | Saúde & Tecnologia | Economia | Cultura | Especial
Fórum | Aprenda inglês
---------------------------------------------------------------------------------------------------
Programação | Como Sintonizar
Parceiros | Sobre a BBC