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Sul-coreanos elaboram código de ética para robôs | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um código de ética para impedir que humanos abusem de robôs e vice-versa está sendo elaborado na Coréia do Sul. As normas vão abranger padrões para usuários e fabricantes e vão ser divulgadas no final do ano. Elas estão sendo redigidas por um grupo de cinco especialistas que inclui futuristas e um escritor de ficção científica. O governo da Coréia do Sul identificou a indústria de robôs como um dos setores fortes da economia do país e está investindo milhões de dólares em pesquisas na área. "O governo planeja estabelecer parâmetros éticos em relação ao papel e funções de robôs, à medida em que se espera que robôs desenvolvam forte inteligência no futuro", anunciou o Ministério do Comércio, Indústria e Energia do país. Questões Éticas A Coréia do Sul é uma das sociedades mais abertas a novas tecnologias do mundo. Os sul-coreanos usam conexões de banda larga de altíssima velocidade e têm acesso a novidades tecnológicas muito antes dos mercados ocidentais. O governo do país também é conhecido por seu interesse em tecnologias futuras.
Um relatório divulgado recentemente pelas autoridades sul-coreanas prevê que robôs serão capazes de realizar cirurgias por volta de 2018. O Ministério da Informação e Comunicação do país também previu que, entre 2015 e 2020, toda casa sul-coreana vai possuir um robô. Em parte, isto é uma saída para uma sociedade cuja população está envelhecendo e também um reconhecimento de que o ritmo de desenvolvimento no setor de robótica está se acelerando. O código de ética é uma tentativa de estabelecer regras básicas para o futuro. "Imagine se algumas pessoas tratassem andróides como se as máquinas fossem suas esposas", disse Park Hye-Young, que integra a equipe governamental de especialistas em robôs. Falando à agência de notícias AFP, a especialista disse: "Outros podem ficar viciados em interações com (os robôs), assim como muitos usuários da internet ficam viciados no mundo cibernético". Ficção Científica Segundo Park Hye-Young, o código de ética dos robôs pode refletir as três leis da robótica criadas pelo autor de ficção científica Isaac Asimov no conto Runaround, publicado em 1941. A história faz parte da coletânea de contos do autor Eu, Robô, compilada pelo próprio Asimov. O objetivo das regras seria assegurar aos seres humanos o controle sobre os robôs, proteção de informações adquiridas por robôs e prevenção de uso ilegal desses dados. Outras entidades estão também pensando sobre o futuro da robótica. No ano passado, um estudo do governo britânico previu que nos próximos 50 anos robôs podem exigir os mesmos direitos garantidos a humanos. A European Robotics Research Network, associação que reúne entidades européias de pesquisa em robótica, também está redigindo uma série de normas para o uso de robôs. Este guia ético de conduta foi reunido por pesquisadores que acreditam que a robótica vão muito em breve se tornar alvo de atenção minuciosa por parte da sociedade, da mesma forma como a física nuclear e a engenharia genética. Um esboço das propostas disse: "No século 21, a humanidade vai coexistir com a primeira forma de inteligência alienígena com a qual já tivemos contato - robôs." "Vai ser um evento pleno de problemas éticos, sociais e econômicos", diz o documento. As propostas da equipe européia devem ser divulgadas em Roma, em abril. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Cientista americano cria robô repórter de guerra28 de março, 2002 | Ciência & Saúde Em imagens: robôs, a paixão dos japoneses28 de março, 2002 | Ciência & Saúde Cientistas sonham com time de robôs na Copa do Mundo04 de junho, 2002 | Ciência & Saúde Robôs para tarefas domésticas sofrem 'boom' de vendas22 de outubro, 2003 | Ciência & Saúde Empresa japonesa venderá robô que reconhece voz 13 de setembro, 2005 | Ciência & Saúde Formigas e esquilos inspiram ciência espacial28 de outubro, 2005 | Ciência & Saúde Cientistas criam sensor de tato eficaz como mão09 de junho, 2006 | Ciência & Saúde LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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