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30 de junho, 2006 - 19h42 GMT (16h42 Brasília)

Terapia 'não cura estupradores ou pedófilos', diz estudo

Pesquisadores das Universidades de Londres e Leicester, na Grã-Bretanha, revisaram nove estudos envolvendo 567 criminosos nos Estados Unidos, Canadá e Europa e concluíram que tratamentos psicológicos diminuem a reincidência dos crimes sexuais, mas não oferecem “uma cura definitiva”.

A pesquisa observou pessoas condenadas por pedofilia, exibicionismo e agressão sexual, e mostrou que alguns tipos de tratamento cortaram a reincidência nos crimes em até 40%.

Para a chefe da pesquisa, Belinda Brooks-Green, “os criminosos que completam um programa de tratamento reincidem menos vezes e com menor gravidade do que aqueles que não demonstram ter entendido e trabalhado as questões psicológicas relevantes.” Apesar disso, segundo Brooks-Green, criminosos sexuais nem sempre podem ser tratados com sucesso.

No entanto, os especialistas criticaram a pesquisa – publicada no British Medical Journal - por ter falado “em cura” dos criminosos, já que muitos psicólogos consideram que os distúrbios sexuais não são um problema médico e não podem ser tratados como tal.

Donald Findlater, diretor de uma ONG dedicada à infância, Lucy Faithfull Foundation, acha que “nunca é seguro dizer que alguém está livre do problema e não corre risco de cometer outra ofensa sexual.”

“É errado acreditar que é possível curar um criminoso sexual. É impossível. Você pode controlar o problema e tratamentos psicológicos se provaram capazes de fazer isso”, afirma Findlater.