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Atualizado às: 01 de dezembro, 2004 - 08h08 GMT (06h08 Brasília)
 
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Apenas 7% das vítimas da Aids têm acesso ao coquetel
 
Ainda são poucos os que têm acesso a medicamentos baratos
Milhões de pessoas infectadas com o vírus da Aids podem morrer nos países em desenvolvimento, se medicamentos mais baratos não forem distribuídos de forma mais ampla, segundo especialistas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu a meta de providenciar drogas anti-retrovirais para 3 milhões de pessoas nos países em desenvolvimento até o final de 2005.

No entanto, somente 440 mil das 6 milhões de pessoas que precisam do medicamento o estão recebendo - o correspondente a pouco mais de 7% do total.

Parte do problema é a aprovação de drogas baratas pelo sistema de qualidade. Um em cada cinco anti-retrovirais é rejeitado pela OMS.

A OMS implantou um sistema para verificar a qualidade dos medicamentos contra a Aids, incluindo versões genéricas, para servir de base para as agências humanitárias que compram esses remédios.

As drogas genéricas têm o mesmo efeito de qualquer outra e são mais baratas. Mas é necessário certificar que elas têm a mesma qualidade das drogas patenteadas.

Qualidade

O padrão da OMS é mais rígido do que aquele aplicado por muitos países. Isso fez com que muitas drogas fossem excluídas da lista da organização.

Segundo a OMS, 13 medicamentos foram retirados voluntariamente da lista - que contém cerca de 30 tratamentos genéricos diferentes para a Aids - para uma segunda avaliação.

Dois genéricos da empresa farmacêutica indiana Cipla foram recolocados na lista após terem sido removidos por seis meses.

Membros da OMS dizem esperar que a notícia de que esses remédios foram reincorporados estimule outros produtores a realizar o teste de outras 16 drogas removidas da lista.

Ajuda

Apesar de não serem uma cura para a doença, os anti-retrovirais bloqueiam a capacidade do vírus de se multiplicar.

Eles podem retardar o início da doença ao tornar o ataque ao sistema imunológico mais lento.

A associação MSF providencia tratamento com drogas anti-retrovirais para mais de 23 mil pessoas infectadas com o HIV em 27 países da África, Ásia, América Latina e Leste Europeu.

"A MSF conseguiu fazer com que os pacientes e suas famílias sentissem a diferença, mas não temos visto grandes esforços nos países em que trabalhamos", diz Rowan Gillies, presidente da MSF International.

"Tirando as poucas clínicas que oferecem anti-retrovirais, o tratamento é escasso. A urgência de financiar e administrar programas de tratamento ainda é rejeitada. Não tem como lidar com esse problema sem as drogas genéricas. Ainda há 5 milhões de pessoas que podem morrer em dois anos se não tiverem acesso aos medicamentos necessários."

Nesta quarta-feira, é celebrado o Dia Mundial de Combate à Aids.

 
 
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