09 de novembro, 2004 - 15h56 GMT (12h56 Brasília)
A Microsoft pode ter um motivo a mais para preocupações a partir desta terça-feira, quando é lançado oficialmente o browser Firefox 1.0.
Desde fevereiro, quando começaram a circular versões do Firefox, o browser começou a roubar clientes da Microsoft, principalmente por causa dos problemas de segurança que afetam o Explorer.
De acordo com a empresa de monitoramento da internet WebSideStory, o crescente número de usuários do Firefox está pouco a pouco rompendo a hegemonia do Explorer. Até julho de 2004, o Explorer era usado por cerca de 95% dos internautas. Ao final de outubro, essa cifra, que havia permanecido a mesma durante anos, caiu para cerca de 92,9%.
Rivais do Explorer receberam um "empurrãozinho" em junho deste ano quando duas firmas de segurança americanas deixaram de recomendar o uso do programa da Microsoft alegando que ele teria várias brechas de segurança.
'Vantagens'
Entre as possíveis vantagens do Firefox está o fato de que ele permite que diferentes páginas da internet sejam organizadas como atalhos, facilitando a navegação.
Ele também bloqueia pop-ups, tem uma maneira prática de encontrar textos na página e permite que o usuário faça uma busca nas páginas em que já navegou.
O Firefox foi criado pela Mozilla Foundation, empresa desenvolvida em 1998 pelos mesmos fundadores do Netscape.
A empresa é uma organização de código aberto, o que significa que os criadores do browser permitem que usuários manipulem o código do programa.
Isso fez com que o browser adquirisse inúmeras funções adicionais, como uma barra de ferramentas semelhante à do Google e um indicador do Departamento de Segurança Interno americano que avisa usuários do aumento no nível de alerta no país.
O novo browser já conta com diversos e atuantes fãs na Internet. O site Spread Firefox (Espalhem o Firefox) foi criado para angariar US$ 50 mil para pagar por um anúncio do browser no New York Times.
A campanha visava recrutar 10 mil voluntários. Durante dez dias de campanha, 25 mil pessoas já se ofereceram como voluntários e angariaram US$ 250 mil.
O anúncio deve aparecer nas páginas do New York Times ao longo de três semanas entre novembro e dezembro deste ano.