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Atualizado às: 10 de maio, 2004 - 16h07 GMT (13h07 Brasília)
 
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Nova droga bloqueia alimentação de células gordurosas
 
Pesquisadores disseram que os resultados podem ser diferentes em humanos
Cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma nova droga para a obesidade que bloqueia a irrigação sangüínea das células de gordura, impedindo que elas recebam nutrientes e oxigênio.

Ratos de laboratório alimentados com produtos altamente calóricos perderam 30% de seu peso em quatro semanas com o tratamento, originalmente criado para testar o combate ao câncer.

Os pesquisadores encontraram uma proteína, chamada de proibitina, que identifica as células de gordura e ajuda a construir uma rede de vasos capilares para alimentá-la.

Os cientistas, então, tornaram a proteína letal ao ligá-la a outra que é capaz de fazer com que as células dos vasos capilares "se suicidem".

Menos fome

Essa combinação modificada se provou altamente eficiente em destruir o tecido gorduroso ao privá-lo de alimentação.

Injetadas nos ratos, as duas proteínas fizeram os animais comerem menos e terem sua taxa de metabolismo aumentada.

Os ratos também pareceram tolerar bem o tratamento, mostrando poucos sinais de efeitos colaterais.

Em artigo publicado na revista Nature Medicine, os cientistas, no entanto, afirmam que o estudo ainda está em fase inicial e que há um grande risco de efeitos colaterais.

Sabe-se, por exemplo, que a perda de células adiposas pode acarretar problemas como a acumulação de gordura em tecidos não gordurosos.

Os pesquisadores também alertam para o fato de que os resultados apresentados em ratos podem não ser os mesmos em humanos.

Babuínos

O próximo passo será testar o tratamento em babuínos, cuja metabolização da gordura é semelhante à do homem.

"Se mesmo uma fração do que descobrimos nos ratos se relacionar à biologia humana, estamos cuidadosamente otimistas de que teremos uma maneira de reverter a obesidade", afirmou Renata Pasqualini, da equipe de pesquisadores.

O tratamento é semelhante ao realizado com uma nova classe de drogas anti-câncer, que "matam" os tumores ao cortar a irrigação sangüínea das células cancerígenas.

 
 
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