| 10 de junho, 2003 - Publicado às 00h26 GMT |
| Raça humana esteve à beira da extinção, diz estudo |
 População atual é de 6 bilhões de pessoas
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A raça humana pode ter chegado perto da extinção há cerca de 70 mil anos, de acordo com uma pesquisa genética.
O estudo sugere que, por um período, haviam apenas dois mil seres humanos lutando pela sobrevivência, vulneráveis a doenças, desastres naturais e conflitos. Isso teria acontecido em algum ponto dos últimos cem mil anos.
Se algum desses problemas tivesse aumentado muito, diz o estudo, nós não estaríamos aqui.
O estudo, realizado pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e pela Academia de Ciências, na Rússia, foi publicado na Revista Americana de Genética Humana.
Diferenças genéticas
"Nossas estimativas não descartam a presença de outras populações de humanos modernos na África, mas sugere que elas estavam isoladas geneticamente umas das outras", diz o estudo.
Os pesquisadores acreditam que os humanos contemporâneos descendem de uma ou poucas dessas populações.
Ao contrátio de nossos parentes mais próximos – os chimpanzés – todos os humanos tem DNAs virtualmente idênticos. Um só grupo de chimpanzés tem mais diversidade genética do que todos os seis bilhões de humanos vivos hoje.
Acredita-se que humanos e chimpanzés se separaram a partir de um ancestral em comum há cerca de 5 ou 6 milhões de anos, tempo mais que suficiente para que diferenças genéticas fossem desenvolvidas.
Para os pesquisadores, a ausência dessas diferenças indica que a raça humana foi reduzida a um número muito pequeno no passado recente.
Microsatélites
Como todos os humanos têm DNAs virtualmente idênticos, os cientistas procuraram diferenças sutis entre populações.
Foram estudadas partes do DNA chamadas microsatélites, que têm um alto nível de mutação quando passados de geração em geração, e podem ajudar a descobrir quando duas populações se separaram.
Os pesquisadores compararam 377 microsatélites de pessoas de 52 regiões do mundo.
As análises revelaram um parentesco genético os pigmeus Mbuti do Congo e os bosquímanos Khosian de Botsuana, duas populações de caçadores e extratores na África sub-saariana.
Os pesquisadores acreditam que eles são "o ramo mais antigo de seres humanos modernos analisados pelo estudo".
Os dados também revelam que a separação entre as populações caçadoras/extradoras e agricultoras da África ocorreu entre 70 mil e 140 mil anos atrás. Estudos anteriores defendem que a separação ocorreu há 66 mil anos.
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