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07 de maio, 2003 - Publicado às 04h14 GMT
Sars 'tem mortalidade mais alta do que se acreditava'
Estas pessoas foram ao limite para se proteger do mal
Estas pessoas foram ao limite para se proteger do mal

O primeiro estudo detalhado sobre o avanço do surto de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) em Hong Kong indica que a mortalidade da doença é maior do que a Organização Mundial de Saúde (OMS) acreditava até agora.

A OMS estimava que, em média, apenas 5% das pessoas infectadas com o vírus acabavam morrendo.

A pesquisa, porém, indica que essa taxa é de 20%. Ou seja: em média, uma em cada cinco pessoas que desenvolve a Sars morre da doença.

O estudo, realizado por uma equipe do Imperial College, de Londres, analisou 1.425 casos da doença em Hong Kong, onde um total de 193 infectados já morreu.

Mutações

Cientistas temem que o fato da doença estar matando mais pacientes do que se previa pode ser um sinal de que o vírus está passando por mutações – e se tornando mais mortal.

Um dos responsáveis pela pesquisa, o professor Roy Anderson, disse que a descoberta mostra que é vital que novos casos da pneumonia atípica sejam identificados e tratados rapidamente.

O estudo do Imperial College também mostra que pessoas mais idosas tem risco significativamente mais alto de morrer em decorrência da síndrome.

A mortalidade chega a 40% entre os pacientes de 60 anos ou mais.

Outra descoberta é que, em média, bastam apenas seis dias para os sintomas da doença aparecerem depois que a pessoa for infectada.

O atraso das pessoas em buscar tratamento para a doença, especialmente quando o surto estava começando, poderia explicar o avanço da Sars na China.

“Esse período (entre a manifestação dos sintomas e a busca de auxílio médico) é muito, muito importante”, disse Anderson.

“Isso porque, uma vez que os sintomas clínicos ficam claros, os pacientes estão excretando e exalando o vírus e se tornam vetores altamente infecciosos da doença.”


Clique aqui para ler mais sobre a pneumonia atípica
 
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