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05 de maio, 2003 - Publicado às 00h21 GMT
Vírus da Sars é mais resistente do que se pensava, diz OMS
A China detém o maior número de casos de Sars
A China detém o maior número de casos de Sars

Um relatório publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que o vírus que causa a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) pode ser mais resistente do que se supunha.

Exames feitos em nove países - incluindo a China, que detém o maior número de casos - mostraram que o organismo pode sobreviver até quatro dias na urina e nas fezes dos infectados. Em superfícies normais, o vírus resistiria por até quatro horas.

Dessa forma, o vírus poderia ser contraído por meio do contato com objetos contaminados, como uma maçaneta ou um botão de elevador.

No entanto, os cientistas não descobriram que grau de exposição ao vírus é necessário para que uma pessoa seja infectada.

Mais chances

De qualquer forma, a descoberta amplia as possibilidades de disseminação da vírus, que, acreditavam alguns cientistas, só poderia ser transmitido por contato pessoal direto.

Essa suposição advinha do fato que a maioria das vítimas da Sars contraiu a doença, também conhecida como pneumonia atípica, por meio de tosse ou espirros de outros infectados.

A sobrevivência do vírus na urina e nas fezes confirma a teoria de que canos de esgoto furados teriam espalhado a doença pelos apartamentos de um prédio em Hong Kong - 300 pessoas foram infectadas.

As pesquisas revelaram ainda que o vírus da Sars sobrevive em temperaturas abaixo de zero e que organismo não é morto com detergentes geralmente usados na esterilização de ambientes.

Apesar disso, Dick Thompson, um médico da OMS envolvido nas pesquisas sobre a Sars, disse estar confiante de que o vírus que causa a doença será contido, sem qie seja necessário recorrer a uma vacina.

"Nós acreditamos que é possível eliminar esta doença antes que ela entre em um ciclo e se torne endêmica", afirmou Thompson à BBC.

Ainda não se sabe se existe uma cura para a Sars, que desde que surgiu na China, em novembro do ano passado, já matou mais de 400 pessoas em vários países.

Segundo a OMS, Hong Kong, Cingapura e Canadá já conseguiram controlar o surto da doença.

A China, no entanto, ainda está tendo dificuldades para conter o vírus - as escolas da capital, Pequim, devem permanecer fechadas por mais duas semanas.
 
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