| 25 de abril, 2003 - Publicado às 09h38 GMT |
| Pequim põe 4 mil em quarentena para tentar conter Sars |
 Moradores de Pequim fazem fila para sair da cidade
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O governo de Pequim proibiu de sair de casa 4 mil pessoas que tiveram contato próximo com suspeitos de ter o vírus da pneumonia atípica.
Todos os estudantes e professores universitários foram proibidos de deixar a cidade no feriado do Dia do Trabalho, na semana que vem, a não ser que tenham uma permissão médica especial.
As autoridades de Pequim também isolaram um segundo hospital que trata cem pacientes com a doença.
Até quinta-feira, a pneumonia atípica, também chamada de Síndrome Respiratórioa aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) já havia deixado mais de 700 infectados e 39 mortos apenas na capital chinesa.
Inflação
O preço dos alimentos já subiu na cidade por causa da grande quantidade de pessoas estocando comida com medo de que não possam mais sair às ruas.
O governo de Pequim negou, no entanto, que pretenda impor uma lei marcial.
A capital chinesa começou a tomar medidas drásticas para evitar o avanço da Sars depois que o número de casos na cidade pulou de poucas dezenas para mais de 700 em poucos dias.
As primeiras medidas foram o fechamento de todas as escolas por duas semanas e o isolamento de um hospital em que funcionários estavam infectados.
Reunião
Autoridades ligadas à saúde de países asiáticos começaram uma reunião na Malásia para decidir medidas comuns de emergência para impedir que a doença se espalhe.
O único país não-asiático representado na reunião é o Canadá. A cidade de Toronto, a maior do país, foi a única em que pessoas morreram da doença no Ocidente, 16 pessoas no total.
Depois do encontro desta sexta, os ministros da Saúde do grupo de países, que inclui China, Vietnã e Cingapura entre outros, devem se reunir no sábado para discutir a epidemia. Os próprios chefes de Estado dos países asiáticos devem se reunir na semana que vem.
Essas reuniões devem decidir medidas para aumentar a segurança nas fronteiras e nos aeroportos. É possível que os líderes desses países decidam implementar vistorias e interrogatórios para passageiros em trânsito.
As autoridades asiáticas também devem decidir compartilhar seus sistemas de informação e unir seus recursos para combater a pneumonia atípica.
No mundo todo, mais de 4,4 mil pessoas já contraíram a doença e 263 morreram.
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