| 25 de abril, 2003 - Publicado às 22h25 GMT |
| Sars provoca mais três mortes no Canadá |
 Profissionais da saúde trabalham com máscaras
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O vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) causou mais uma morte na cidade de Toronto, no Canadá, elevando para 19 o número de vítimas fatais da doença no país.
Esse foi o terceiro caso de morte em decorrência da Sars registrado em Toronto no mesmo dia. A pessoa que morreu é uma mulher de 64 anos que vinha sendo tratada no hospital como uma provável portadora da pneumonia atípica.
O Canadá é o país que tem a maior incidência da doença fora da Ásia.
As mortes foram anunciadas pouco depois que o primeiro-ministro Jean Chrétien criticou a Organização Mundial da Saúde (OMS) por advertir turistas a não visitar a Toronto.
França
Chrétien disse que ele e sua equipe de governo terão um encontro na cidade na semana que vem para mostrar que não há riscos.
Na sexta-feira, a França anunciou que também vai adotar fortes medidas para se prevenir de uma epidemia da doença.
Autoridades do país disseram que vão internar qualquer pessoa com sintomas da pneumonia, mesmo contra a vontade do paciente, se for preciso.
A atitude extrema seria justificada porque, de acordo com membros do governo, a pneumonia representa um risco muito sério para a saúde pública.
A notícia veio depois que a China anunciou o investimento de US$ 400 milhões na construção de uma rede nacional de saúde para lidar com a epidemia.
A maioria do dinheiro será usada para reforçar a vigilância sanitária e a prevenção em regiões pobres do país, especialmente o centro e o oeste.
Oficiais de saúde dos dez países que formam o grupo do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês)conclamaram um esforço coordenado contra a pneumonia.
Quase 4,5 mil pessoas já ficaram doentes no mundo e mais de 260 morreram. China e Hong Kong são os países mais afetados até agora.
Quarentena
O governo de Pequim proibiu de sair de casa 4 mil pessoas que tiveram contato próximo com suspeitos de ter o vírus da pneumonia atípica.
Todos os estudantes e professores universitários foram proibidos de deixar a cidade no feriado do Dia do Trabalho, na semana que vem, a não ser que tenham uma permissão médica especial.
As autoridades de Pequim também isolaram um segundo hospital que trata cem pacientes com a doença.
Até quinta-feira, a pneumonia atípica já havia deixado mais de 700 infectados e 39 mortos apenas na capital chinesa.
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